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Já fui, Ainda estou

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Eu já fui tantas, das tantas, que eu já quis ser. E dessas tantas, ainda sou tantas, das tantas, da que já fui. E, de novo, quando me for, sei que voltarei, das tantas que fui, e outras tantas serei. Fui riso, fui pranto, fui sombra, fui luz, já amei, já temi, já fui laço e cruz. Fui moça sorridente, fui voz sufocada, fui chama ardente, fui cinza apagada. Das tantas que fui, ainda sou tantas, fui a dor de outrora, e hoje ela canta. E dessas tantas, serei tantas mais, pois a vida me leva, mas sempre me traz. Já fui filha e mãe, fui sábia, fui erro, já fui medo e abrigo, já fui porto e desterro. Fui terra, fui rio, fui vento sem cais, fui noite, fui estrela, e serei muito mais. Pois das tantas que fui, ainda sou tantas, nas voltas do tempo, nas almas errantes. E quando me for, eu sei que verei, na imensidão do mundo, as tantas que amei. E volto, e respiro, e sigo a missão pois sempre há um recomeço no ciclo da imensidão. No ventre do tempo, me encontrarei outra vez, nas tanta...

Importa: viver, amar, desprender.

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A energia que se move ao redor Entra um pouco em nós, fala um pouco de nós, E leva um pouco de nós. Porque somos parte de um todo. Imerso neste fluido universal que nos cerca. >>>>> Enquanto o sorriso faz a curva natural, enquanto a dança da carta interna cria fenômenos intensos à alma, sem perceber o amanhã, enquanto buscamos sentir o que há lá dentro, estamos vivendo. >>>>>> Enquanto o desabrochar de um sentimento sem cobranças emana, enquanto o querer tenha vontade de querer sem desculpas, enquanto o dar sem receber é maior que o ego, estamos amando. >>>>>>> Enquanto o abstrato for livre, enquanto o que eu sinto só ser sem pertencer, enquanto o porvir não for controlado, estamos nos desprendendo…

Olhando de fora para dentro

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Um dia, pareceu certo ficar olhando de dentro para fora. A gente ainda acha que pode obter respostas para tudo, mas não é bem assim. O universo trabalha sem parar; seríamos tolos se achássemos que o universo pararia só pra sabermos o que vai acontecer… Todas as vezes que chove, um leve cheiro de terra molhada invade as minhas narinas, daí retomo pensamentos de outrora, que um dia deixei em “banho maria”, e vem como uma brisa suave. As ideias dançam, bem como a chuva dança ao cair em qualquer lugar, pegando rumo da sua estrada que se alarga, e não para. Um dia, resolvi apenas observar o que eu sentia, de dentro para fora. Deixei que meu conhecimento de mundo se espalhasse pelo ar, visse como uma energia sobre minha mente, e me fizesse ir bem longe. Na verdade, eu nunca precisei sair do lugar para ir tão longe; o pensamento não tem limite, muito menos o meu espírito. Daí, no vagar de tantos pensamentos, me vi mais velha; com algumas rugas que o tempo me trouxe, mas quando olho no espelho...

Vivemos para nós ou vivemos para os outros?

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Todos os dias, pela manhã, temos em mente mais ou menos um roteiro para seguir: levantar e realizar as ações diárias e depois dormir. Tem momentos que o sorriso que damos é pra criar uma personagem para outrem. E tem poucos momentos que sorrimos para nós mesmos. Por que isso acontece? Porque muitas vezes encenamos... Queremos, por vezes, que o dia passe rápido, para buscarmos o conforto da solidão; pois que no meio da multidão da vida social nós sentimos mais sozinhos. Por ora, gastamos tanta energia que mal sabemos a preciosidade que ela é. Vida corrida? Sim! Mesmo assim, é importante demais buscar ser nós mesmos, ora no meio da multidão que nós isola, ora dentro de nós. Vivendo sendo personagens que não somos é cansativo demais... Dar uma chance para a personagem principal é uma forma de não viver encenando... Isto é, você é a protagonista da sua vida. Viva ela, e hoje!

Assim deveria ser a vida

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  Entram em nossas “mentes” Rasgam nossas almas Levam nossa calma, Esfregam em nossos rostos os seus lamentos. Desaquietam as certezas da vez E aí, aparecem as indiferenças, Me descubro mais, e cada vez mais que me descubro,  mais vejo pedaços de mim  que antes não via, por estar coberta.   Nada, novamente, parece fazer sentido. Nesse caos, nesse estranho caminho de tormentos A cada 7 anos mudam-se as células, Mas também os pensamentos, os sentimentos e as eras.   Querer? Não quero mais Pois, mudou-se o vento que sentia o momento da outra vez, Das mentes que pensavam nas madrugadas;  era tudo doença do pensamento.   Os lábios da noite beijam os lábios do amanhecer; Todos os dias... Eles não podem ficar juntos por muito tempo, Mas, todos os dias, se esperam, se encontram, E sabem que irão volta a se ver. Assim é a vida, como os beijos da noite e do amanhecer. Assim deveria ser a vida, esperar o que é bom. As...

Sanidade

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Por que o silêncio devora as partes do meu ser, Que antes eu não via? E eu nem sabia que estavam ali, até ontem. O rosto dilacerado, Do inverno que eu senti, um dia, Sem saber que tinha. Sinto, a imensidão que me ronda Sinto os sentimentos confusos Do aluguel de umas pedras no caminho, Que ainda devo e não sei como pagar Que não vai ser fácil me encolher Em mi mesmo, não é fácil manter o raciocínio certo Na linha do que pode ser ou não ser, a tal da sanidade. Nos dias atuais...

Qual a cor?

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Eu já não sei qual é a cor que late lá fora em que outrora me serviu de inspiração. Somado ao brilho que invadia a minha memória. Eu já não sei, se é frio ou calor dentro desse universo de amor que transcende, vivifica sua intensidade e, se alastra na tempestade, de uma nuvem qualquer, que se disfarça de vida em suas tonalidades. Já não sei qual é a cor do meu destino, o que eu faço? Onde é que fico? São as sombras de ontem, que vem me visitar... As perguntas não param de crescer, E as respostas, não param de não chegar... E vem a lástima, inesgotável... Tédio? Força centrífuga? Preciso girar.... por aí... Mas, qual é a cor que transcende o meu espaço? Que se abotoa, desbota no meu enlaço, que afivela o meu embalo... Eu quero ficar... eu quero ir... não posso é parar de rir por aí, preciso urgentemente andar desarmada. Ficar em movimento retilíneo uniforme e variado. No tempo do agora e nas cores... As cores se enlaçam, buscam vida, bu...