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Mostrando postagens de novembro, 2013

Devaneio da Tristeza

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É triste ver a tristeza Se entristecer Com qualquer entristecido. Ela entristece os sensíveis Assim como eu entristeço Com os aflitos. Dois seres tristes. Tristes de se vê. Assim, não dá. Mas a raiz já esta funda Não tem como tirar. Já pertenci às cenas De maus bocados. Onde vi um inocente Tentando provar Que não era culpado. Onde vi as mais cruéis desculpas Para não fazer o certo A preferir o errado. Esquivei-me desses melindres Mas sabia que não duraria tanto Há certas pontes que dão acesso Aos mais belos recantos Mas não se pode sair correndo. Pois tudo tem seu tempo certo. Eu mesma me disse várias vezes Que não vale a pena se apressar Se as pessoas não entendem Eu é que não vou insistir nesse pensar. Para que seja naquele momento O problema se findar. Todavia, tais ideias, Às vezes, consumidas pela tristeza. Leva um pouco de mim E deixa um pouco dessa pobreza De tudo o que é bom E desprezo pelo ruim. E...

Pássaros

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Tem asas pequenas. Passam despercebidos Cantam alegremente Bico pontudo Desejo enaltecido Pelo potente agudo. Corpo pequeno E, costume contente. De todas as cores E outras transparentes. Algumas não tão vivas Lembram os amores De outras vidas Sem sabores. Semblantes esquecidos Dos velhos rigores Agora trazem consigo Novos horizontes Dos quais despertam Em sua natureza A necessidade de amar E desejar ser amado. Com o belo canto Das cordas vocais, A embriagar os ouvidos De sons e enlaço Desprovidos de medo Dá fome de abraços São enriquecidos E calam os alaridos. E o que sobra? É o canto dos sabiás. Que espanta toda e qualquer Energia má que ao redor há.

Assim que fechei os olhos

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Vi-me em tais braços Junto com certos passos. Entorpeci meus sentidos. Na presença desses abraços Inquietantes aos meus ouvidos. Aquela voz soava depressa E dos impacientes alaridos Tornavam-se ecos Não ouvidos. O olhar silenciava Qualquer que fosse O intrometido Entre nós. As mãos grandes Procuraram as minhas Que se igualavam Em dedos compridos. Fixaram uma na outra. Segui seus pés Que pareciam urgentes. Queria me mostrar um lugar esquecido Onde eu entenderia qual razão. Ele dizia que meus olhos Não mentiam E sentia que a minha presença Era tudo o que ele poderia querer. Enlaçou-me com todo carinho Cuidando de mim. Aos cortes de cenas Vi-me presa aos seus lábios Carnudos e mansos. Com urgência em me ter Com toques apaixonados. Momentos deliciosos e inesquecíveis. Depois de muito bagunçar um ao outro Vi-me numa cama de solteiro. Não havia mais nada Além de nós dois Nos amamos ali mesmo. Como se fosse um ...

Morro todos os dias

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Morro todos os dias Morro de amor Morro de dor E morro de alegria Morro de sede Morro de desejo Daqueles lábios Daquele beijo Morro de vontade De me jogar ao mundo E de voltar bem tarde Para os afazeres oriundos. Morro de saudade Daquele tempo inocente Das tardes sorridentes Do tempo de liberdade Morro de prazer Nos livros queridos Dos personagens lindos Do fim da história a temer Morro de rir Das piadas mal contadas Das palavras vertentes abismadas Das cócegas a me consumir Morro todos os dias Morro por querer morrer Até minha sanidade perecer.

Noite de chuva

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   A noite de chuva só prometia muitas dúzias de guarda-chuvas espalhados pelas ruelas. Transeuntes passavam apressados tentando se livrar do incômodo molhado de suas roupas, visto que o vento ajudava a encharcar a cada segundo de finas gotas de chuvas que se estendiam pelos tecidos das vestes expostas ao ar livre.     Nas estradas acinzentadas visualizava-se a arquitetura colonial envelhecida por causa do tempo, utilizadas como restaurantes que serviam comidas de vários tipos. Só se ouvia o barulho dos talheres e ninguém nos limiares das portas talvez com receio de se molharem.    Havia cheiro que café no ar misturado com o som da cafeteira, manifestando o fim do seu trabalho ao fazer a água passar o café.      A chuva era fina e por isso não fazia tanto barulho.    Nuvens cinza se torciam lá de cima e não paravam de jorrar água sobre aos seres da terra e, sobre os carros parados nas beiradas sem...

Destruidor de sonhos

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Depois que ele chegou Um véu negro se abrigou No coração sonhador Que ficou tenebroso. Ele era desprezível e mau caráter Trazia uma crosta de sujidade Sórdido e orgulhoso Até causava enfermidades. Destruiu sonhos de crianças Estrangulou a inocência Virou o mundo do avesso Transmitiu maledicências. Esbaldou perfumes com mau odor Não tinha vergonha de se mostrar Ignorou palavras de amor Enraizou em si próprio o desamor E ainda queria se gloriar. Derrubou casas de bondade Mares de humildades Exterminou a confiança no futuro E a deixou confinada num quarto escuro. Vedou sua honestidade Deixou nascer em seu interior Um lobo mau com densidade. Tentou se esconder várias vezes Tentou se esquivar das metas Tentou fugir das responsabilidades. Escondeu a verdade. Agiu por baixo dos panos Arruinou solos férteis Com sementes de esperança Viveu sobre o véu da hipocrisia Onde emanou a ganância. Ele reina sozinho No seu ...

Dancemos

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Quando a música soou pelo recinto A canção da nossa sintonia crescente Meus pés foram se movimentando Corremos então um até o outro em passos urgentes E vislumbramos o infinito dos nossos limites Que nossos pés podiam alcançar lentamente Em tão poucos segundos nos enlaçamos Descabelo-me com os passos velozmente E caio entre teus braços de modo sensível Jogas-me pelo ar como se eu fosse um objeto leve Esbaldamos-nos da melodia que nos embala. Meus pés seguem os teus passos. Desejei ser a sua pequena ofegante em teus abraços. E no enlaço dos teus braços me prendi no teu cansaço. Formamos-nos um só no embalo de Bach.

Abstrato de ideias soltas pelo ar

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As más influências deixam o véu da ilusão domarem o momento. Enrolados na profunda sensação de nada saber de nada. Há as verdades internas, será que vão aparecer? Momentos que nos trazem novidades talvez não as sejam Pessoas que nos relevam o que não queremos ser Rostos abstratos que não sabem o que querem expressar O conhecer para de certo se transformar, daí as transições. Não se é assim como se parece ser, no entanto ainda se é. A vontade de crescer tem que partir de dentro A convivência com mentes dissimuladas faz parte. É assim que tem que ser, não há como ser antissocial. A sociedade nos obriga a conviver artificialmente. Nos descobrimos entre loucos e loucuras que os outras acham ser. As pessoas talvez nem mudem por preguiça, não querem arrisca-se. Mas o que sabem da vida? É a representação da realidade? Será que conseguem controlar seus desejos, sentimentos e impulsos? Dirigir a própria vida de modo ético e sábio? O que será que se passa n...

Pequenino

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É tão pequenino, parece um menino indefeso. Desses de querer dá um colo e o proteger. Quando arregala os olhos e sente medo do mundo. Solitário e desiludido, cheio de buraco de decepção. Se mostra com sintomas de aflição. Dessas que arrombam o coração. Sofre na luta diária com as insatisfações alheias Que querem mais do que é necessário. Descomunal. Há pessoas que não se importavam. Há estradas percorridas com sacrifícios irreconhecíveis. Há cansaço percorrendo o corpo que urgentemente quer dormir. A mochila pesada é cheia de ferramentas usadas no dia. Dos esforços sendo empregados bem feitos, mas com reclamações. Das noites não dormidas por causa de tantas preocupações. Sei que você está cansado de tudo isso pequenino. Sei o quanto você quer ser compreendido, apenas. E não é do jeito que deveria ser. Por pessoas que você gostaria que compreendessem. Mas é assim mesmo. As batalhas vem mesmo que lágrimas se mostrem. Mas pense que muitas pesso...

O bom é o simples bem feito!

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Me desapego de tudo que me faça ficar Me apego a tudo que me atire ao ar Laço meus sonhos aos encantos do cosmo universal Conto passos da chegada para o simples abraço O mar revolto em sentimentos entrelaçados Descalça qualquer outro tipo de lamento. Sentada na praça filosofando Pergunto: o que é isso que é? Não acredito que nada viva sozinho. Somos partes de outros caminhos. Ideias servem para ser compartilhadas Amores cruzados se encontrando nas estradas Caminhos escuros iluminados pela paixão. Conversas triviais sem preconceitos Momentos de alegria e de prazer. O que será da vida de quem não os tem? É tão simples ser simples! Que dificuldade há nisso? Por que dificultar a mente? Quem é que gosta disso? Eu gosto do simples É tão mais bonito! O perfeito é o imperfeito. Os erros cometidos e de novo e, de novo cometidos. São tantos mares que ainda não naveguei Tantos que eu já conheci e gostei. Belas páginas de contos de amor que já li Das quais eu entrei...

Feliz aniversário desafiador das estradas

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Você merece toda a alegria do universo! Hoje é seu aniversário meu bem Desejo-te muitos anos de amor  Muitas ondas de carinho intenso No seu coração puro e sonhador Seu rosto não se apaga da minha mente Lembro dos momentos de ideias ferventes Da saudade que sinto do teu sorriso Da história que juntos escrevemos. Encantadoramente você adentrou minha vida Densa feita à noite que veio me iluminar Único e com sorriso exímio, lindo! Amante da vida e das poucas palavras Raptor dos meus pensamentos a me domar Desafiador assíduo das estradas concretas O dono dos belos olhos cor de mel a me olhar Mostrava-se prazenteiro quando me via Eu também não negava a alegria imensa Ficava sem saber o que dizer, só me olhava Às vezes, despertava a lucidez não conhecida Era difícil traduzir-se na nossa realidade De forma que as palavras escondiam-se Os olhos confundidos libertavam a verdade. Foram muitos momentos de filosofia Questionamentos de ...

Foste

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Oh! Nuvens cinzentas! Que invadem minha mente. Entremeiam lentamente a imensidão. Oh meu doce amado! Se tu soubeste da saudade que sinto Jamais me deixarias refém dela e, Desse vazio intangível Que se abrange pelos cantos E me esconde neles Deixa-me sensível. Adentra a natureza taciturna De pensamentos errantes E que ao tempo Torno-os relevantes. Oh coração! Quero respostas claras! Se não são os teus gestos Minha boca se cala. Espero por tua presença Já me fartei da tua ausência Doce amor que me encontrou Estava dormindo e despertou Firmou-se em meu peito E nele se alastrou. Foste sombra Foste vento Um amor que me amou Doce mel encantado Triste sofrimento  Ofereço-te meu amor. E selo ele aqui então  c om o que tu me deixaste.

Duas essências

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Se não fosse teus olhos Eu jamais enxergaria Se não fosse teus lábios Eu jamais escutaria Se não fosse o teu toque Eu jamais sentiria Mas há muito que saber Há muito que falar Que sentir Que ouvir Que desejar E compartilhar Tudo no seu tempo No seu devido lugar Seremos dois novos Em tempos diferentes Energizados Transformados Anexados Que era eu antes de você? Que é você depois de mim? Acho que o amor é vírus Contagiou-me pelo sangue Infectou tudo em mim Meu corpo e minha alma Não temo aquilo que passa E sim do que pode ficar Pois os sentimentos Esse que nos bombardeia Não podem ser desligados Como interruptores Não mesmo. Mas você me deixa ligada É automático Os teus olhos Os teus lábios O teu toque Fazem-me te querer De vez em quando Quando bate a saudade Sinto teu doce encanto Tua verdade E do pouco que sinto Já me é bastante E pelo vento Joguei mares de saudade Pela tua ausência N...

Permaneço em seus lábios.

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Na linha tênue dos seus lábios Vejo-me entrelaçada com afervoramento De onde cogito em não me desprender. Permaneço em seus lábios em forma laço Atando-me no esplendor do rubro intenso. Em sua pele procuro êxtase instinto No mais oculto da minha alma me cubro dos teus laços quentes que são teus beijos endurecidos aos meus lábios cheios de desejos. Deleito do condensando de encanto em sua boca Sem pressa, admiro o seu corpo trajado de maestria. Mergulho em mar índigo e quieto. Desfrutar de suave tecido em mãos de ternura Contemplo o requinte de um quadro pintado com ar de poesia. Quem sabe, poesia esta, divina e inimaginável. No cachear dos seus cabelos me afogo em ondas e, mesmo sem ar respiro profundamente a calmaria desse mar. Inteiramente grudada na pele da sua boca, Fico louca de desejo. Seus lábios dizem muito do que eu não vejo. Sobre o ar que respiro tua pele eu almejo. Ah! Como é bom esse beijo, fascina-me E manejo com eficiência o f...

Matraca sem noção

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Ei! Psiu... O que fazes ai sozinho? Vem aqui! É você mesmo, vem logo! Gostas de cachorro-quente? Eu adoro! Vou te pagar um então, aceitas? Vou te contar uma coisa. Eu não simpatizo com esses bares chiques são tão cheios de gentes superficiais! Que mal se conhecem e dizem o que não sabem. Não acha? É, pois é, imaginei. Ficam lá fazendo pose e gastando o que não tem. Eu prefiro meu cachorro-quente, é gostoso e barato! Com este cenário do luar, da noite, dos animais e das plantas. E pessoas... Faz parte. Adoro ouvir o som da natureza. Tem coisas que não tem como explicar! Só existem para ser sentidas! Como os sentimentos. Não é mesmo? Pois é. É como ouvir Beethoven Debussy, Bach, Chopin... Clássicos! Eu não sei explicar a sensação, mas entro nelas. As minhas emoções falam por mim. É como o mundo que gira e, eu continuo ali. Sabe? Me desarrumo e me arrumo. Acho que você deveria fazer o mesmo! Desarrumar um pouco seu mundinho ...