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Mostrando postagens de outubro, 2014

Saudade dos anos 80

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Tenho saudade desse  tempo E é tanta saudade que dá vontade de chorar Me confinar num lugar qualquer e regressar Deixar meu corpo e voltar com meu espírito lá. Sei que esse tempo jamais voltará Ah, saudade dos anos 80! Ah como fui feliz nessa época. As nuvens eram mais cinzas, todas perfumadas. A chuva era notas musicais caindo do céu. Eu ouvia as músicas da época! Eu sentia o mundo girar debaixo dos meus pés descalços Quando dançava nas discotecas. Pulava a janela pra ir bailar e namorar os dançarinos. Naquela época não havia mortes de sonhos. E eu dançava como se flutuasse dentro deles. Os caras eram legais e sabiam se divertir na dança! O cheiro da noite era a melhor fragrância As ruas eram sedentas por pessoas alegres Apaixonadas, extrovertidas e cheias de tempo. Um tempo bom que a tecnologia não era prioridade. Conversas de cara a cara, corpo a corpo. Pena que só encarnei uma vez naquela época Minha alma é totalmente ligada com e...

Aquela vontade que não passa?

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Nada é estranho quando queremos O melhor da vida é o que vem de repente Quando nos enche de possibilidades Ela é uma só, mas em várias etapas. É possível nos lembrar  Sem ao menos ter visível em nossas memórias. A confusão é só um ato para adiantar o esperado E nos faz acreditar ser outra coisa Mas não, é aquilo que o coração diz O que alma pensa E os sentidos não se distraem Trazendo aquela imensidão prazerosa a nos consumir. Não somos todos diferentes? É o que nos faz sermos iguais. Cada um com sua intensidade de sentir De ver o mundo, e ouvir o que lhe é mostrado. São perguntas, questionamentos duvidosos. De si mesmo quanto ao sentir que nunca sentiu. Meus olhos traduziram a verdade do teu sentir Juntamente com meu conhecimento do que significa isso. Verdades nua e crua. E nada mais. Essas vontades são como ouros espirituais Só aparecem quando há merecimento. Sei do que vejo com a alma E sinto também. Isso dá uma boa soma. S...

Tudo tem nós

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Tudo tem nós Tudo tem nós dois Tudo tem eu e você Nós! Nas palavras do vento que sopra Nas músicas dos pássaros Na terra onde se pisa a sós. No desatar de tantos nós. Nas sinfonias de Beethoven Nos concertos de Chopin No réquiem de Mozart. Nas pinturas de Picasso. No concreto, no abstrato. Tudo tem nós. Tudo tem nós Tudo tem um pouco de nós Tudo tem um pouco de nós dois Tudo tem um pouco a mais Tudo tem seus olhos expressivos Tudo tem o meu verbo analisar Tudo tem você junto comigo Tudo eu como parte de você Tudo tem nós. Na primavera que se acende em poesia Nas músicas profundas de rock and roll Nas falas do nosso tempo de hipocrisia Nas noites em canções com pensamento de amor Na diversificação das letras não ditas Na mistura de prazer, luto e coração. E tudo tem muito nós em tudo Tudo percebe um pouco de nós Nós dois e um pouco dos algozes Mas somos nós. Tudo tem nós.

Quando ele vem me visitar

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Nunca foi estranho ele aparecer Olhos fechados Cobertos de desassossego Querendo-me Mais que tudo Desejando-me a cada segundo Torturava-me só de me olhar Eu sentia que meu corpo estava avermelhado. Sua pureza dilui-se em mim apressadamente. Consumindo-me em cada ato de prazer. E que foda-se o mundo! Quando ele vem me visitar. É um entregar-se tão contente Encontros de uma noite só Que valem por mil outras. Não como descrever É algo muito sublime Não existe nada igual O resto que vejo por aí Não é nada perto do que ele me dá. Ele me dá com toda alma Sem apego algum ao que ele tem. Não há arrependimentos Não há promessas Não há condições Tudo é liberado com ele E sem ele, eu não saberia o que é prazer.    

Eu sinto falta

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Sinta falta daqueles dias ingênuos. Das danças, das bagunças, das risadas à toa Dos cantarolares sem pensar no depois Que dávamos em qualquer lugar de boa. Das horas que passávamos banhados de lua Na rua, ouvindo a música do mar. Era um tempo tão bom, tão gostoso Que hoje penso nele, e muita saudade me dá. E claro que, momentos assim não dá pra esquecer São ouros que o tempo não pode apagar Porque tudo fica registrado lá no fundo da alma Um canto escondido do mundo externo O nosso eterno lugar. Lembranças como essa vem sem avisar Tocam de mansinho, de leve. Às vezes até dói em pensar que esse tempo não volta Que aquele era o tempo de acontecer o que aconteceu. Eu choro internamente baixinho Com muita saudade da gente Mas sei que a vida, de repente, tira as coisas Devagarzinho, e assim o tempo vai numa corrente de ar Aonde nada se vê, se sente, ou se ouve falar. E você não tem mais aqueles momentos Já não sente aquele mesmo sabor de antes...

Não sei não falar de amor

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Não prometi falar de amor tampouco dizer o que ele é Só escrevo poemas do tal sabor Que muitos caem, não aguentam de pé Como atuam em minhas canções Não peço amor, nem café da tarde Só quero partilhar as emoções. Uma gaveta é pequena demais para guardar essas letras coloridas São lindas, ricas e cheia de vida Não há nada de resumidas. Falam de amor, de dor e de saia Quando usam batom e trocam perfume sentem o cheio do vaga-lume E trocam versos na beira da praia. O que eu fiz pra ter essa benção? eu ainda me pergunto quando desperto me levanto escrevendo o que eu sinto Relatando os sonhos,  ainda abertos. Mas não falar de amor é algo impossível para mim pois de dez palavras que deixo sair oito são de amor, pequeno enfim. Quando os olhos secam de uma vez As palavras ganham sua vez O embalo de dedos tecem frases e logo vem o cheio de amor com lampejos de afago interior.