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Mostrando postagens de agosto, 2013

SOMOS PARTE DE UM TODO

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O vento se esfregava em meu rosto e eu sentia o cheiro da primavera adentrar no meu campo olfativo. Ouvia o som dos pássaros trazendo ternura aos meus ouvidos e, continuando atenta às percepções dos meus sentidos é que foquei a minha atenção em algo que ainda não havia surgido em meu campo de visão. Silêncio. Eu sabia e podia sentir a presença de alguém. Voltei minha atenção para o que eu estava escrevendo, e fingindo ter esquecido a presença do ser, que porventura, com minha fingida distração resolvesse aparecer. Depois de alguns minutos eu o sentia mais perto. Olhei ao meu redor e nada. Deveria estar escondido atrás de algumas das árvores que cercavam o parque. Mais uns minutos de silêncio. - Olá. Virei meu pescoço e lá estava a criatura. Observei e não falei nada de imediato, dei um tempo para eu mesma me acostumar com o que estava á minha frente. - Olá. – Eu disse finalmente. - Seus pensamentos estão aonde? – Ele perguntou. Não entendi o que ele quis dize...

DESCOBRIMENTO DE ESSÊNCIAS ANÁLOGAS

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Desviando dos resvalos da vida encontrei-me em tuas sensações. Eram ondas que adentravam as fronteiras mais grosseiras á mim. Do grosso tecido que cobria o meu espírito que sentia tua presença. Restringi essa sensação e filtrei essas ondas atraentes Tudo parecia absurdamente surreal. As tensões cálidas e gélidas fundiam-se. As mentes vazias tornaram-se cheias. Cheias de perguntas. Notava-se o emaranhado de sobras de dúvidas. De onde se descobria cada vez mais informações. Resíduos de descontentamento eram garantidos. Uma avalanche de palavras. Um ouvido atenuado de incertezas e certezas. Uma voz que mussitava ao seu próprio ouvido. Conexão de pensamentos simpáticos envolvidos. Sonhos idealizando as memórias passadas. Cartas e mais cartas escondidas surgiam. Já esteve mais longe de descobrir. Misturas de ideias se achavam num único sentido. O sentir das sensações se somava. As energias trocadas mais intensas. Pensamentos abstratos levitav...

Amor de Juventude

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Naquela época minhas pernas tremiam. Meu corpo tremia. Minha voz tremia. Meu olhar tremia. E, parecia que a cólica não tinha fim. A tontura me dominava me arrastando pelas beiradas de agonia. Era um desespero para não ser notada. Eu bem que queria. Lá estava ele, sorrindo feito garoto levado. Eu apaixonada. Como era bom aquele tempo de inocência em que eu me divertia temendo que ele descobrisse o que eu sentia. E toda vez que ele aparecia lá ia tudo se tremer novamente. Eu me escondia na minha timidez. Mas não deixava de olhar, aqueles olhos, aquela boca, queria tanto aquilo voltado pra mim! Um dia ele descobriu e eu fiquei ruborizada. Lembro como se fosse ontem. Ele veio até a mim. Pediu para ficar comigo. E, eu o chamei de meu príncipe. E toda aquela tremedeira havia passado depressa. Amor de juventude, como passa rápido.

O ORGULHO CAUSA ENFERMIDADE E DEPOIS MATA

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Ele então disse: - Porque você está tão feliz? – demonstrando na voz, truculência. Ela respondeu: - Felicidade não é aquilo que você tem e sim aquilo que você sente. Ela só existe em frações de segundos e não existe permanentemente, é uma sensação real de satisfação! Estou assim porque você está bem – enxugara as lágrimas que insistiam em cair de sua face angelical cautelosamente. Ele disse: - Bem! Que ironia de sua parte dizer que estou bem. Eu sei o que é felicidade, acha que sou burro? Mas nunca mais vou sentir isso de verdade, sou realista e sei que o vai acontecer comigo – gritou aos quatros ventos e continuou. – Eu sou o mais infeliz, o mais desventurado, nunca voltarei a ser o que era antes, e você vem me falar de felicidade? Ela recolheu aquelas palavras equivocada dele sabendo que tinha algo a mais o deixando pesado e querendo mandar embora, e ela sabia o que ele tinha. O acúmulo do tempo que, atormentado pelas ilusões de uma recuperação, jogou aquela cachoeira de e...

Ser ou Não Ser. Tal a Alternativa

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     Em confusos pensamentos ela se distorceu ao tentar recordar o que havia deixado escapar de si mesma. O que havia a entorpecido, porque as atitudes do passado não revelavam as consequências. Hoje ela sabe e sente, tenta compreender.      Recordações vêm à tona.      Paulatinamente, o que se vai logo volta, cedo ou tarde, e às vezes em momentos que nos surpreende. Uma constante linha de raciocínio trás as imagens perante a certeza que ela dá asas.      Ela pensa. Oh! Como pensa.       Que situação difícil em que me colocaram! Eu não vim sozinha, não me pus aqui. Eu fui atirada á este ambiente solitário e só tenho a mim mesma.      Despacha as palavras sobre a mente que tenta se manifestar pertinente aos seus sentidos e a consciência. Ela tinha receio de conhecer aquilo que era indiferente, estranho, sair da rotina e experimentar algo novo; deixar entrar aquele desconhecido. ...