O número sete de mim
Voou para tão longe que eu nem percebi a dimensão da rapidez em que meus pensamentos se isolavam da realidade. Quem sou eu nessa encarnação de exauridos desafios, na bipolaridade desconfiada e determinada que me tornei? Ouvindo Beethoven cantar e invadir meus descontentamentos. Não chamo esse momento de melancolia, e sim saudade de ter a saudade, de algo que um dia foi meu e agora não tenho mais ao meu alcance de algo que um dia foi tangível. Talvez meus poderes surrealistas. Hoje já nem sei se o que toco é real trevas e cantos das mais elevadas vozes musicais. Invadem o cenário da minha "realidade" estranha. O que eu estou fazendo aqui? Essa é a primeira pergunta. Nem os números, da numerologia, me definem. A vida é um universo de conceitos. Número 7? Mas por que eu tenha que ser o número 7? ´ Filosofia? Sim, não sei viver sem questionar a vida. Literário? Sim, não vejo sentido se não tiver leituras saciantes. E ninguém me convence de nada se eu...