Mais uma dança
Ele apareceu no meio do salão, junto de outros, coberto de uma camisa branca. Carregava um sorriso torto no rosto e vestia um chapéu preto na cabeça. Um pouco misterioso. Olhou ao redor até seus olhos simpatizarem com o que estava procurando. Naquele momento, eu o olhei, pois no caminho da sua procura seus olhos passaram pelos meus. Estudei os seus contornos, seus movimentos, sua tensão, sua timidez e principalmente, o seu olhar. Senti atração naquele momento. Meu corpo parecia pensar sem minha permissão. Sem meu consentimento. Simplesmente, já estava querendo ele, a qualquer custo. Seus olhos eram chamas de sensação desconhecida e forte. Fogo que queimava sem a presença das chamas crepitantes e alaranjadas. Seus lábios chamavam-me. Minhas retinas percebiam e fotografavam todas aquelas cores e as mantinham mais nítidas possíveis para que eu não o esquecesse. Eu sabia que não poderia esquecê-lo. Pois, sua imensidão âmbar fazia um afoitamento acender em mim, me desligando do m...