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Mostrando postagens de 2018

Mergulho

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Te sinto, nesse mar imenso de palavras. Teu horizonte  se compadece do meu, Se mistura com a minha secura de agora. É trevas. Mas, preciso mergulhar. Tua estrutura através da minha alma me valida. Há tantos mundos lá fora. Por onde andamos a noite? Sei que, há muitos chãos marcados de nossos passos. Há muitas moradas das quais já estivemos alojados. Já fomos de tudo nessa vida. Mal sabemos disso. Mas, minha alma sente, chora, Às vezes, uma saudade insuportável me domina. daquele lar fora da Terra. Essa saudade me esfola por dentro, Me mata de tédio, me costura para eu não fugir. E não há remédio humano, que consiga me nutrir. Por vezes, me rasgo por dentro. Ardem as lembranças, o choro que não chora por fora, chora dentro junto com a demora, da volta... Sinto meus sentidos ficarem taciturnos, ao mesmo tempo tão esperançosos, embora terrivelmente desesperados pelo olhar da noite do outro mundo, manso e pací...

Som interior

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Ouço o som interior. Minha alma quer ter conversa de almas. O mundo esgotou-se externamente. Paro, silencio, e sereno meus pensamentos, ouço a voz de dentro. É silencio. Um silêncio impossível! É difícil descrever quando a voz que cheia nós que se construiu lá fora, tenha linguagem suficiente, para entender o que há "lá" dentro. O som é indescritível. É de um silencio amedrontador, como se exigisse um olhar para si mesmo, um olhar os reflexos do que se tem, hoje. Um convite ao som interior. Tem um espelho dentro desse som, dessa vibração. meu reflexo está embutido nele. não, meus reflexos. E não são todos iguais. Eu poderia até descrever, mas, novamente, não há palavras para descrever o por cento máximo. O reflexo da direita sorri, tem muita luz, É uma mulher jovem, negra, muito iluminada Seus cabelos estão trançados, e postos à frente. essa luz nela se expande ao redor dela, sem fim, E meus olhos não enxergam seu fim. é como se ela fosse u...

Nos precisamos

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Me fabriquei dos teus pensamentos, Engoli histórias, devorei estórias. Me sentia num balde de gelo, Toda vez que eu tinha que engolir meus sentimentos. Tu entrastes em minha vida armado, Assaltando meus pesadelos de mim, Me cobrindo do teu manto protetor endiabrado. Ai de mim? Não! Ai de nós! As noites nunca mais foram as mesmas, As tristezas foram varridas dos meus sonhos. Restou-me os jogos de decifrações. Tu vieste num lindo cavalo brando, e branco. Com um sorriso dos diabos, de enfeitiçar. Ao invés de escureceres a minha alma, me iluminaste. Fora a cena mais incrível da minha vida! Me elevaste pelas tuas sombras incertas. Me destes as mais belas dúvidas. Me encantastes com teus beijos de conhecimentos infinitos. O teu ser é composto pela beleza do processo da vida. O que é a vida? Quando podemos ver, é a beleza que sublima a alma. É energia. Eu sinto a energia que emana de ti toda vez que teus pensamentos tortos procuram os meu...

Me cubro do teu ser

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talvez o sucinto som da tua voz, esclareça as verdades inatas, empacadas dentro do teu ser. talvez, um vômito anônimo, retire de lá, tudo que é incerto. um respirar de alma. o que outrora tu escondeste, de ti mesmo. agora, de ti mesmo, tirarás. talvez, o certo não seja tirar. e sim, saber o que fazer com o que está dentro de ti. teus olhos grandes são invernos, em noites tempestuosas. o realce da cor da tua profunda noite, pega a tua tempestade diurna e num envolvimento, na penumbra reluz. não entristeças nas tuas larguras poéticas. não envaideças as tuas aventuras, a noite está só beirando ali, esperando a luz chegar majestosa pense, reflita, sobre o choro da noite. ah, a noite! Uma bela paisagem. olho o mar, que reflete a lua. duas inspirações divinas que me alargam de poesia. a noite sorri. e é a noite que penso em ti. é de noite que me cubro do teu ser.

Apenas ame!

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Até que mares, a maldade humana percorre seu instinto? Os ares estão mais tóxicos, E e spiritualmente, o amor sendo imaterial, corre o risco de ficar extinto.  Somos seres inteligentes, e por qual motivo, a inteligência é usada para o mal? Seria inteligência ou instinto? Sobrevivo porque preciso, ou preciso sobreviver? Por labirintos os escombros agem, até formas nunca antes vistas são descobertas, e pelas feridas é que se mostram frágeis. E abrem-se algumas frestas. Os delírios da madrugada, o desespero pelo reconhecimento, São disformes, são almas quebradas, à  noite, a insônia visita o leito. e sem ousar usar o  discernimento, não dormem. O que é a vida, em uma fração de segundos? As rugas da pele se mostram rápido. A riqueza não dura, nem a pobreza. Transbordamento de lixos banais. Sociedade do imediatismo do ontem. Nada interessa,  senão a sede do instinto animal. Inteligência ou instinto? Liberdade ou prisão?  ...

O eus de mim

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Talvez não seja o ar, o frescor do café em meu nariz, a sensibilidade se exibindo pra mim. Talvez, seja outra coisa. Uma coisa que ninguém saberia se eu não contasse. Há muitas vozes dentro de mim. Elas brigam para ter a vez de falar. A primeira é a mais forte, ela se resume em coragem e fé. Me reorganiza por dentro Me embala quando choro, me mostra a força espiritual que tem, me mostra quem verdadeiramente é. A segunda é uma voz que quase some, ela não tem coragem de ser por inteira está afastada de si mesma, está como se fosse uma prisioneira, dos próprios desvios de pensamentos tortos. Ela é a segunda, porque tem força, a forma do querer lutar, mas se fechou e caiu em uma existência rotineira. A terceira é a voz da rebeldia. Ela age de forma sensual, abala corações em outra vida usou de bocas masculinas, abusou dos seus templos sagrados, e hoje, tenta de todas as maneiras ser a primeira, mas esta que vos fala, não deixa mais, ainda que sobre...

O ontem

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O ontem não volta. Há chamas do ontem, envoltos ao hoje que se aconselham, se entrelaçam. Se realçam no aparelho que bate forte no peito O ontem não tem mais volta. Ontem minha voz era doce  Hoje, bom, muda tanto que não sei mais... O branco já aparece nos cabelos. Os pensamentos do E SE... as faíscas de agonia por tentar mais uma vez.  A síndrome do Pânico, por tentar saber sempre mais. Ontem, minha boca se calava, precisava ser ouvinte e pedinte, ao mesmo tempo da sabedoria Divina. Hoje ela tem muito a dizer, de acordo com todo conhecimento já lapidado. Ontem descobri que não sou nada sem a  filosofia, a ciência e a religião Porque achei que ontem eu já sabia o caminho para chegar a esses tipos de conhecimentos. Ontem eu era uma garota simpática e meiga, hoje, além desses adjetivos, eu adquiri locuções adjetivas. Visto que sou do amor, da criança, da infância, da lua, de Mercúrio, da vida, da esperança...

Não sou só o que a sociedade acha que sou

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Não sou só um corpo que fala Sou, a princípio, uma alma, que vive em um corpo, que fala. Que veste sentimentos Que vivencia ideias descomuns ao que a sociedade impõe como normal, que vai além do padrão. Não sou um número na sociedade Sou alguém que tem Opinião dentro de inúmeros habitantes em uma sociedade que, por vezes, é vazia. Cheia de solidão. Não sou apenas uma máquina que trabalha. Sou um ser com capacidade da linguagem. que tem racionalidade e pode pensar, usando a  inteligência para qualquer ação em um ambiente que requer paciência e concisão. Não sou um ser material. Sou um ser imaterial, que habita um reino material, e que convive com matéria e espírito. Tudo isso está na consciência.  A felicidade não é deste mundo.

E as ideias quando vem...

E toda vez que penso nele a ânsia volta, o nervosismo me assombra. Eu aprendi a amar, mas não aprendi a me prender. Parece que vivo dualmente, como sempre imaginei, os beijos de uma noite quente um momento de doces risadas Me tiram do sério agora. E o que mais estou fadada? Não posso evitar o que parece ser o certo Não sou do tipo que me chateio fácil tem que ter motivo moral. Pois, quem me conhece sabe que  desprezo futilidade. E a verdade, é... Para que o fútil?  Navego em mares de pensamentos tão profundos quanto o oceoano tem que coisas que não sei por que existe. Embora eu reflita demais Sobre as coisas e as pessoas que eu amo. Há uma lista de coisas a fazer. Eu já não sou a mesma. Sou aquela que um dia fui eu em outrora um passado de breu e agora eu sendo um eu distante quem sou eu? Pergunto a mim mesma, Nenhum livro de psicologia me respondeu até hoje. E continuo nessa incógnita Então, comece...

Novum

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O que satisfaz a alma? Uns goles De tudo o que é bom? A vida Um enigma. No assoalho do chão, agora, alguém chora. Nas paredes de uma cobertura de luxo, alguém chora. Não importa onde estamos. As dores não são diferentes em lugar algum. Por vezes, nos agarramos às expectativas da vida sem focar nas perspectivas.  E então, as lágrimas nos visitam de vez em quando. Tudo o que é bom passa a ser condenado, o lugar nunca é o certo. O que queremos sempre é o certo. E o que precisamos? Não sabemos, porque na maioria do tempo, estamos ocupados controlando tudo. A vida não devia ser controlada.