Mergulho
Te sinto, nesse mar imenso de palavras. Teu horizonte se compadece do meu, Se mistura com a minha secura de agora. É trevas. Mas, preciso mergulhar. Tua estrutura através da minha alma me valida. Há tantos mundos lá fora. Por onde andamos a noite? Sei que, há muitos chãos marcados de nossos passos. Há muitas moradas das quais já estivemos alojados. Já fomos de tudo nessa vida. Mal sabemos disso. Mas, minha alma sente, chora, Às vezes, uma saudade insuportável me domina. daquele lar fora da Terra. Essa saudade me esfola por dentro, Me mata de tédio, me costura para eu não fugir. E não há remédio humano, que consiga me nutrir. Por vezes, me rasgo por dentro. Ardem as lembranças, o choro que não chora por fora, chora dentro junto com a demora, da volta... Sinto meus sentidos ficarem taciturnos, ao mesmo tempo tão esperançosos, embora terrivelmente desesperados pelo olhar da noite do outro mundo, manso e pací...