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Mostrando postagens de março, 2017

Insonhos

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Além dos meus olhos Há um mar que navega sozinho Dentro do próprio horizonte, Onde há sinais de vida, Além daquela que vejo. Lá, jazi em um buraco meio torto. No México, num cortiço. Cheio de cabelos pobres, Vestimentas infelizes, E olhos cheios de vazios. Uma época de tortura psicológica. Cresci comendo insonhos Desinteresses pela sobrevida. Insonhos que eu mordiscava. Queria sentir o sabor deles em mim. A poesia da vida me rimava Quando se tratava de nostalgia Pele vazia, sem vida de viver. Sobrevida. Ai que dó! Como aguentei tantas inverdades?! Está logo abaixo do meu queixo. Na erraticidade se encontram personalidades Das mais pesadas, feito ferro quente na cara. Que não descola jamais. E foi pela dor que conheci alguém Que eu jamais imaginaria Que pudesse existir nesse além: A minha alma esquecida.

Olívia

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Cai a noite, e para uns nesses uns distantes, São apenas instantes, é só mais um noite. Uma noite corriqueira. Cheia de coisas a ser feitas. Para Olivia, cheia de olheiras  tem que fazer o jantar colocar a roupa para lavar o uniforme do filho tem que passar. que vai à escola cedo da manhã E ela se acorda mais cedo ainda, come uma maça,  prepara café da manhã, para o filho, saem juntos, e ela vai trabalhar. Mal ela dorme, mal ela come e a chuva reza. O caminho é longo,  tem que pegar quatro ônibus mal dá para pensar em fazer um curso. Melhorar de vida. Quantos sonhos guardados, mal consegue ser atrevida. A honestidade é seu sobrenome. Só ganha para pagar o que come. Durante o dia, onde naturalmente estabelecimentos comerciais são cheios de corpos, residem almas em estado de inércia. Olívia quase não reage ao mundo, Foi deixada por Raimundo Que matou esperanças guardadas Ela se sente uma azarada. Mas toda noite quando Olívia sobe ...

Uma volta celestial

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Eu não tenho nada mais do que o conhecimento do agora,  O ontem só se encaixou como uma peça do meu quebra-cabeça. O que fazer quando se tem dúvidas? Ah, são tantas as dúvidas! Mas, como enfrentar esse universo tão vasto, tão cheio de informações?! Às vezes, devorar livros, não adianta muito. Porém, até me sacia um pouco, dando asas à minha imaginação fértil demais. Porque dá mais vontade ainda de ver tudo pessoalmente. As estrelas de perto devem ser uma visão de hipnotizar. Imagina então ver os outros planetas,  as outras galáxias, ou outros universos! Quanta informação! Viver na Terra, às vezes,  me sufoca. Com tanta coisa para explorar fora dela. Sei que quando meu corpo dorme,  meu espírito vai passear. E como passeia esse danado! Quanta coisa ele sabe e eu não. Eu acordo com tanta lembranças, de tantos lugares que nunca vi, outros que tenho leves impressões! Meu Deus, é muita maravilha. Meu inconsciente não é capaz de me dizer tudo. ...