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Mostrando postagens de agosto, 2015

Onde tu estavas

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Onde tu estavas meu amor, Onde tu estavas? Aonde focaste a tua atenção? Te procurei no fim do mundo Fui a Homero e voltei de madrugada De manhã bati um papo com Drummond Chorei de rir, conforme a poesia recitada. E nada de ti! Mas onde tu estavas meu amor, Onde tu estavas? Para onde levaste a tua razão? Tu beijaste corpos vazios e ingratos No recinto sem sentido, irreal. Bem tu sabes que a vida é uma metáfora E o que tu achas ser mentira, pode ser real. Porém, onde tu estavas meu amor, Onde tu estavas? Tu te designaste a alguma alienação? Te procurei nas festas mais agitadas Te procurei nos maiores jardins em tempestades Te procurei nas noites mais escuras E acho que é sem sentido viver só de metades. Isso é uma grande loucura! Todavia, onde tu estavas meu amor, Onde tu estavas? Quando a dor dilacerou a mãe que chorava Quando um ingrato roubou a bolsa daquela senhora Quando a fofoqueira roubou a paz da merendeira Qu...

A verdade está na literatura

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O mundo toca as verdades inatas O pássaro canta a verdade que mata. A dor que sucede em verdade se diz uma ingrata. A paciência requer um pouco de lazer. Os corações têm vastos sinônimos de porquês. A sensibilidade não se enche mais de prazer. As palavras sábias são ditas e jogadas ao vento. Flagelos insignificantes destroem sentimentos. O que sobrou do amor? Era só momento. A taquicardia não tem fim previsto Os medos sempre correm riscos O relacionamento se tornou arisco. Rimas de uma velha coluna de cor A paixão antiga que se transforma em amor A solidão só faz sentido no inverno de cobertor. Se chora à vontade pelo desastre momentâneo Se descobre as beiradas de certezas debaixo dos panos A verdade então implícita se encontra no íntimo oceano.

O mundo não é só o que a gente vê

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O mundo não é só aquilo que você vê Com as suas retinas É a brisa molhada de pulseira fina Que prende-se no olfato do amanhecer. É muito mais que isso. Quando saímos da zona de conforto Nos deparamos com frações de  ideias de muitos substantivos dos quais nem sabemos o nome. Trata-se das coisas belas que fazem sentido À nossa vida, e nem percebemos. Como a pessoa que ora a nosso favor e nem sabemos, e sentimos alívio no coração, sem saber de onde vem. Como o confeiteiro que faz bolos pra vender na padaria E compramos, sem o conhecer. Mas, comemos com ardor aquela substância doce e prazerosa Cujas energias de quem o fez não vimos. Há muitas almas boas que fazem coisas boas por nós. E tudo o que fazemos de forma inconsciente Se nós pudéssemos ver, ficaríamos mais agradecidos. A natureza é uma das obras de Deus mais lindas, E nem sempre reparamos Como o pôr do sol de hoje está mais brilhante que o de ontem. E aquele sentimento pel...