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Mostrando postagens de julho, 2014

Soneto ao poeta Marquês

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Deus abençoe esse olhos que sabem ver Esses ouvidos que ouvem com atenção Porque se não fossem esses sentidos Tudo passaria e nada se notaria com precisão Marques, você é a melodia não cantada Onde suas palavras tecem sabedoria E quando ameaçam se acabar por estas linhas Deixa um gosto de quero mais da fala não falada. Letras as suas, filosóficas e não temidas Recheadas de ternura e desejo em ventanias Curvam-se à terras nas manhãs aquietadas. Se você soubesse o que a poesia faz com você Não deixaria de escrever da manhã até o anoitecer Pois palavras lindas tem que ser ditas e não guardadas.

Paradoxo do amor

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Não é o amor que mora longe Nunca morou, sempre esteve tão perto. São os corações humanos que se enrolam. Nessa louca filosofia do amar. Esvoaçam pensamentos por aí. Entristecem-se com pensamentos ansiosos Que gastam energia com aquilo que não aconteceu. Invadem as mentes carentes, e buscam-nas desesperados. E os corpos ficam desejosos de outros corpos. A paixão aguça, é aí que o amor aquieta-se. Pois sabe que paixão passa, e logo ele aparece. É plantada sementes incrédulas, talvez, quem sabe. Que buscam sem sentido a oportunidade, De não saber o que querem. O amor não é aconchego momentâneo. É aconchego eterno de um efêmero bem perceptível. Não é carinho isolado, ele transborda. Ele é complexo e simples. Paradoxal. Uma hora varre longe as loucuras instantâneas. Outra hora puxa sentimentos emocionais. Vai saber quando ele é presencial ou à distância? Portanto, o amor não se engana, Quem se engana são as pesso...

O vento

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O vento não varre à toa Ele carrega informações Aos ouvidos que plasmam: A felicidade desejada A música não cantada A notícia que se mais queria ouvir. A sinfonia de amor recheada de sabor. E nessas buscas, No momento do silêncio Desanuvia-se a nuvem negra E ela traz a olho nu O que o vento soprou. E declamou notoriamente O que tanto quiseste saber Sem esperar por saber O que de fato soubeste. E te acrescentou. De forma que o vento trouxe o que não esperavas mas sim, o que precisavas.

Filosofia da alma

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Abra teus olhos E veja a cor do vento Sinta a conversa do tempo Veja os grãos de areia que pisas. Ouça o soluçar das tempestades Sinta o cheiro das manhãs Inundadas de busca pelo meio dia. Sinta a energia que emana de ti. O calor do teu corpo que repousa em tua alma. Seus pés no chão. O horizonte abstrato que te esconde Bem lá atrás dele. Sinta a vida que carregas Nesse corpo temporário. Que logo, deixarás de ser quem és Por um desencarne, coisas da vida. Seu corpo orgânico voltara a terra Seu espírito ao mundo espiritual E suas ideias ficaram nas mentes Que te amaram enquanto viveste Tanto no planeta terra Onde estagias por tempo limitado Quanto nas linhas cósmicas Que é onde está o teu passado. Vivas o hoje de uma vez Como se fosse morrer amanhã Olhe com mais atenção Às pessoas que estão por perto. Por vezes, elas tem mais a oferecer Porque não soubemos aproveitar direito. E quem sabe da vida se ela é um mistério? Ame intensamente todos os dias u...

Também dói em mim

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Dói Ver-te assim Tão escondido de ti Sem querer nada Nem compartilhar A tua dor. Às vezes Não é o caminho que Te separa do tempo É a falta de tempo Que te separa do caminho certo E tu não aceitas A própria escolha que fez Culpando outra coisa. Nada é fácil Nada é difícil Quem dificulta ou Facilita a tua vida É somente tu Quem pode por ti? É tu mesmo que te carregas. Com as tuas bagagens. A noite traz a escuridão O vento carrega as tempestades O frio desperta da ilusão O dia então, se abre E tu fazes a próxima escolha. Não lamente Pelo que não deu aconteceu Lamentar... É jogar energia no lixo É se exaurir-se à toa É perder oportunidades É viver de passado E esquecer que Tu és um ser humano Racional. Então pense! Abra seus pensamentos deixe-se tomar vacinas de amor e diga para ti que és temporário pois que,  nada cria raízes onde vive o amor.

Num dia acaba e no outro começa

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Ela não esperou tanto assim Parou de esperar de vez Porque nunca veio mesmo. Além disso, já sabia que não ia vir. Sabia que era só um sonho Daqueles que parece de verdade. Que da janela dá para ver a cor do vento. Mas não, foi tudo ilusão, somente ilusão. Agora ela não quer mais E nem sabe por que um dia quis E nem ao menos por que não aconteceu. Ela nunca soube de nada a fundo Estava sempre na margem. Não vale mais a pena viver assim, não para ela. É como se ela estivesse trancada À algo paradoxal num vai e vem intenso. Não para ela que vive mais na mente Agora, ela quer viver de coração. Ela quer viver com os pés no chão Outros olhos já olharam sua nitidez Já quiseram mais do ela entendia. E esses olhos era a esperança de carne. Não era sonho, nem ilusão, era real. Ela parou de querer e de esperar Agora, novos horizontes vão se abrir E ela vai seguir seu caminho Sem medo de ter se arrependido de nada Sem sentimentos mal res...

Quando vem o frio

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E se eu sentir frio? Meu cobertor de orelha... Se eu sentir frio... Eu ficarei do lado Dos livros de poesia Dos livros de amor E quem sabe do meu amor. Beethoven! Aquele fofo! Que anoveou o meu coração. Encostar-me-ei nele, todo peludo. E me esquentarei com suas vestes grossas. Aquele frio cinza Que me invadiu à vontade Até a pouco tempo Que me deixava enregelada. E me pergunta se quero mais Yiruma inunda o cenário Com Love me Idolatro a música no frio Pois ela aquece a minha alma E assim eu não me entorpeço congelada. Penso nas tempestades solitárias Que já passei no frio. Nas noites em que escrevi muitas poesias Embaixo do cobertor. Examinando as minhas palavras internas Para por no papel que se esticava À mercê do lápis que minha mão segurava. Já passei muitos dias de frios Em que o céu não era o limite. E em dias de frio Puxava uma meia para meus pés Colocava uma música clássica Pegava um livro E depois...

Encontro transcendente

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Eu vi você me olhar Espalhava sintomas de saudade Queria correr para mim. Como se fosse um simples desejo Mas não era só isso, Tinha ali algo a ser compartilhado Não por palavras, e sim por gestos. Você queria que eu soubesse algo. Era sublime, exímio aos seus olhos. Não era físico e nem material. Você me olhava com amor Com meiguice afirmativa. Seus olhos olhavam meu sorriso. Você exalava cores de sua cabeça Contemplando-me com tanta felicidade. Eu conseguia sentir cada pétala de energia sua. Lá você estava mais doce, mais jovem, afável. Seus olhos brilhavam tanto, à medida que me olhava. Eu os ouvia, os seus olhos, sim, dentro da minha mente A cada canto, a cada sonoridade expelida. O que eu sabia daquele momento? Eu não sabia nada, nada mesmo. Você que veio atrás de mim Cansado da vida mundana e das investidas sem retorno. Lembrou-se de mim, e logo veio. Você sempre soube que meus braços Que meus ouvidos Que meus olhos  ...

O amor

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O amor                                                                                  É o pedacinho Daquele céu.                                 É o advento                                 Da sobremesa                                 Preferida                                                                   É a loucura              ...

Metáforas aleatórias

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  Saio. Defensora Do meu próprio Descontentamento E o aceito Para entender E aprender com ele. Inquieto-me. Mesmo silenciosa. Não sei lamuriar Não sei ao menos Ser introspectiva. Se dirigem-se a mim Eu abro aquele enorme sorriso. Mas sei Que dentro de mim Só eu mesma sei O que se passa agora. O sorriso até pode sair Carinhosamente. Não sei não ser gentil. Porém Há muitas interpretações de mim Por aí Por lá Não sei quem fala de mim Tampouco isso me importa Ouço o vento Os pássaros aqui tão perto Vejo-os em grupos Em dia de chuva fina É uma visão de Deus Conversando. E o resto eu deixo Se construir em seus pedaços. Não ouso padecer sem motivo Penso que sempre há um propósito para tudo. Não mais e nem menos. Tenho uma caixa para cada situação Os traços contundentes são para evolução. Vagar pelas ruas fora das estradas Até encontrar uma iniciativa De um despejo de bondade Está difícil...

Troca de sentires e palavras

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Eu, sentada em teu colo, s uspirava o momento. Sentindo o teu sentir, o calor da tua essência. Meus braços se firmavam retos junto do teu peito. Seguros em seus braços, e amarrados em seu  enlaço . Minha cabeça encostava abaixo do seu queixo. E nessa condição trocávamos palavras; Ideias, experiências, sentimentos e emoções. Tu cuidavas do meu corpo, como se fosse frágil. E ele se encaixava direitinho todo em teu colo. Entreguei-me a sentir a tua respiração Teu perfume, os teus batimentos cardíacos O teu silêncio administrando por pensar o que ia dizer. O teu contentamento em estar ali comigo. Sentados naquele banco da praça. Eu não via o teu rosto, mas ouvia a sua voz  E sabia que, às vezes, tu esboçavas um sorriso lindo. E, esse sorriso, volta e meia falava de nós. Do tempo, da vida, da paisagem, dos sabores e dos nós. Para enfim estar tão perto, tão juntinho. Sentindo com o tato até como podíamos. Eu bebi tudo o que vinha de você Aproveitei ca...

Mente confusa

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Mentes; parece que sentes necessidade. Falas; em tons baixos, parece que morres. Engoles gotas de loucuras incessantes Das quais do teu verdadeiro percurso corres. Sufocas tuas dores com ilusões Não sabes que a realidade está ali? Encontra-te em tuas frustrações Porque não sabes nem ao menos fingir. Provocas sensações odiosas em ti E tu mesmo provas dos teus sabores Porque ainda insistes em querer morrer? Cadê a consciência dos teus valores? Morres aos poucos por querer viver E vives pensando que uma hora vais morrer Só se for de não tentar em nada em sua vida Porque o distúrbio só o faz entorpecer. Foges da mente que quer te contar Eliminas as palavras ditas pelo coração Nem a tua intuição tu ouves mais O que esperas? Um cordão? Ninguém vai aliviar a tua alma perdida Quanto mais te escondes, mais confuso vais ficar. E com ela ficam encravados seus bloqueios Achas que uma hora essas lamúrias não vão voltar? Acordes enquan...

Conhece-te a ti mesmo

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Dois amigos começaram uma conversa. - Você nunca se perguntou quem é você?  - Não, é complicado demais. - Por que acha que é complicado se nunca tentou? - Porque conheço pessoas que me disseram... - Elas têm sua própria experiência, é a opinião delas e não a sua. - Mas alguém precisa ter primeiro. - Mas nunca é igual, só saberá por mérito próprio quem é você. - Como disse, é uma estrada longa. - Por que ainda se assusta? A preguiça não vai lhe levar pra nenhum lugar. - Porque não estou acostumado com isso, e só. - Deveria se acostumar, pois assim saberá o porquê das coisas. - Eu já sei o suficiente. - Sabe de nada. E nem viu o que mudou em você desde a semana passada. Minuto de reflexão. - Acontece que isso não funciona comigo, é estranho. - As pessoas são desconfiadas demais, por isso ficam estagnadas. - Não mesmo. Além disso, para quê que eu quero saber? - Para você saber lidar com seus conflitos e ajudar as pessoas ao seu redor. - H...