Dor rasgada da saudade
Sobre os olhos da dor rasgada da saudade Flutua hematomas inesquecíveis de outrora Que por engano, num momento de fraqueza foi plantada E regada, ao longo dos dias, por hora. Seduzida pela emoção não cantada. Que ontem foi confundida com a de agora São questões que ardem e mata Se não freadas, vão viver ai afora. Na inquietude do desejo descabido Que se empenha em não querer, por querer É mais forte que um instante infinito O coração se esmaga, e faz muito doer. Mas para que tanta mágoa nesse recinto? Quantos golpes afundados no ponto crer Se vive sem o visível, o incerto vindo. Mas sem amor não da pra se viver. Sem me aventurar nas pegadas de amor Encontro-me inacabada, de portas abertas. A neutralidade me consome com ardor Deixo a natureza entrar na hora certa. O ponto final já protagoniza a cor Para começar com reforços a novas brechas. Tirou-me do relento e me beneficiou Não sei p...