Infinito instante do sentir
Amanheci em seus braços mansos, mimados e enigmáticos Cuidando do meu corpo inchado de dor. A dor é a única emoção que não sabe se esconder de olhos anormais. Então, seus olhos vagaram nos meus por minutos destemidos. Até pensei que queriam morar por ali mesmo, se enturmar com meus cílios. Senti a sujidade da minha alma por não poder lhe merecer inteiramente. Por estar à mercê de um outro, que por gosto, me sentia mais. Seu toque tinha cheiro de terra molhada, suave, pós chuva de verão. Se eu não escapei foi por causa do cheiro, que embriagou-me demais. Como uma força convidativa, com jeito, para acalmar o meu coração. Diminui a intensidade do desconhecido, que cobria meus sentidos de dúvidas. Achei pré requisitos de amor fraternal! Quando eu não ouvia nenhum questionamento, sentia. E como sentia as palavras adentrarem meu coração racional. E como queria navegar nas ondas sistemáticas do meu órgão maior. Fios de massas suaves de alegrias me davam resp...