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Mostrando postagens de abril, 2015

Infinito instante do sentir

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Amanheci em seus braços mansos, mimados e enigmáticos Cuidando do meu corpo inchado de dor. A dor é a única emoção que não sabe se esconder de olhos anormais. Então, seus olhos vagaram nos meus por minutos destemidos. Até pensei que queriam morar por ali mesmo, se enturmar com meus cílios. Senti a sujidade da minha alma por não poder lhe merecer inteiramente. Por estar à mercê de um outro, que por gosto, me sentia mais. Seu toque tinha cheiro de terra molhada, suave, pós chuva de verão. Se eu não escapei foi por causa do cheiro, que embriagou-me demais. Como uma força convidativa, com jeito, para acalmar o meu coração. Diminui a intensidade do desconhecido, que cobria meus sentidos de dúvidas. Achei pré requisitos de amor fraternal! Quando eu não ouvia nenhum questionamento, sentia. E como sentia as palavras adentrarem meu coração racional. E como queria navegar nas ondas sistemáticas do meu órgão maior. Fios de massas suaves de alegrias me davam resp...

Reciclagem de resquícios

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O tempo  não é capaz de traduzir  os meus sentimentos Não por ti, unicamente por ti. O que é eterno não tem fim. Ideias intensas vem me visitar, toda vez em ti penso. O jovem Werther sabe bem o que é isso. Sabe bem muito bem mesmo, o que toma conta de todo o meu ser. Sem poder de fato colocar para fora e abraçar. Navego em tempestades monstras E quaisquer que sejam as diversidades Eu não me desgarro do teu eu, Porque aprendi a te amar. E claro, as ondas vem e vão com suas características. Assim como os dias e as noites no seu tempo. E eu me vago para te colocar em mim. Quem me entende por eu ser assim? Não tenho mais claro em mim o esperar. Muitas vezes sinto falta tua, no aumentativo. Que nem me cabe dizer, assim sinto somente. Às vezes, eu finjo que não está doendo Só para não me ocupar em sofrer Porque isso toma um tempo danado Como se eu pudesse ter domínio em deixar te deixar de lado. O sofrimento é ...

Seria cantiga de amor?

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Se pudesse, do meu peito, arrancar Essa raiz que agora se encrava Já tinha jogado fora, ou na privada Todo acúmulo que não me cabe guardar. Para quê serve todo esse nervosismo primeiro Se não posso usar integralmente? Nem ao menos sentir em doses quentes Essa cantiga de amor, transformada em nevoeiro. São meras confidências silenciosas Que se comprazem no impossível Nunca vi algo tão verossímil Que essa vontade tão talentosa. Jogo num quarto escuro Todo esse jogo, esse absurdo Que não me cabe sequer mentir São danças de emoções atoladas Que se envolvem no fantástico Sem esconder ou fingir. Cruzei com um destino dolorido Nada está nas estradas, é um enigma Contém o que não vejo de verdade Atalhos que seduzem são leves correntes Que amarram loucos muito carentes Que esquecem até da sanidade.

Gato Romeu

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Romeu era um cara honesto Seu nome era Ernesto Às vezes sentia que era resto E um dia participara de um sequestro. Mas, tudo se ajeitou com o tempo Quando Rosemeire veio com o vento E veio com um jogo de passatempo Romeu se apaixonara perdidamente. Não sabia mais o que vê em sua frente Era Rosemeire o tempo todo em sua mente. Romeu estava disposto a mudar, por amor Não importasse o que passaria, com a dor Queria tirar da sua vida todo mau sabor Rosemeire, uma garota muito especial Tinha a voz doce, era meiga e angelical Sabia envolver Romeu com seu jeito artesanal. Romeu, por sua vez, se abria em encantos E quando rose não vinha, caia em prantos Queria voltar à vida vazia, sem seus cantos. Porém, ela era muito atarefada com sua rotina Trabalhava na padaria da tia tina E a noite ia orar, com a vó Regina. Varias vezes rosa convidara Romeu para orar Todavia, o homem só queria saber de namorar Então, às vezes, sozinho ele ficava Nessas ve...