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Mostrando postagens de setembro, 2014

Um mar profundo

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Cá dentro do meu peito Carrego um mar profundo Com cinzas de um tempo Que pelo tempo, ficou mudo. Escondeu-se das tempestades Virou-me de perna para o ar Libertou-me algumas verdades E me apresentou o verbo amar. O mesmo nomeou o momento Trouxe algumas características Deu cor às negras dentro de mim. Inudou-me de perfume de sorrisos Arregalou os olhos, assustou-se Quando o sono chegou ao fim.

Primavera chegou

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Então chegaste primavera Com seu cinza ar Manuseando o vento Ouvindo os pássaros cantar Cobrindo de flores os verdes E florescendo o teu altar. Cheia de cores e purezas De sopros de lágrimas do tempo Trazendo velhas riquezas Remotas de um barco sem medo. E ficas no dia e na noite Encanta os olhos de quem a vê Domina um mar de risos brandos Grita figuras nos ouvidos de quem crê Não escondes o segredo Para quem sabe te ler.

Poesia na aula de literatura

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  Fala-se sobre barroco Da arte e da religião Da força e do poder Da medo dos infelizes E da dita salvação É um dualismo exagerado Deus e  Diabo Espírito e matéria Céu e inferno Realidade e quimera Pureza e pecado. O “boca do inferno” Satírico e abismado Poemas de Anchieta da Companhia de Jesus Mosaicos das igrejas católicas As obras de esculpidas de Aleijadinho Os tupi sendo catequizados Literatura metropolitana O aspecto ostentoso à vida Arte no desejo ardente Estilo inflado, vazio e pedante. E lá se forma imagens barroquianas: Paradoxos desconcertantes Poesias satíricas de Gregório de Mattos Dilema entre paixão e dever A busca da paz espiritual Manifestações artísticas A estilística na dimensão estética. O poema “primeiro sonho” de Inés de La cruz E amanhã continua...

Desejos da minha alma

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Minha alma quer aceitar a chama da vida Sintomas de saudade conversam com ela E viva quer sentir os dedos da noite Que lançam suavemente Por meu corpo coberto de pele branca. Sinto que minha alma quer sentir mais O sabor do vento aconchegando meus cabelos curtos e escorregadios das mãos. O frescor do ar que busca caminhos pra entrar em mim de forma mansa. A imagem da substância abstrata que veste o tempo. A imensidão de desassossego quando tudo está vazio. E ainda, ela quer se aventurar. Na sutil relevância do amor, ah esse amor! Com sua transcendência dando sopa. Ah, mas são tão belos esse encontros de sentires! Esses pensamentos da minha alma! Ela que mata minha sede no deserto Me seca inteira debaixo do mar Me dá de comer onde não há alimento disponível Me leva há lugares antes não vistos pelos meus olhos carnais. Quanta sede, vontade, desejo e inquieta está ela, não? Minha alma deseja muitas coisas, das quais algumas estão incertas. E...

Enquanto não chega primavera

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Vejo através da nuvem branca Que clareia a vista da vida A imagem da perfeição A perfeita imperfeição! Daquela que precisa sempre De um complemento Uma reforma Um contorno Uns cuidados a mais Uma pitada de amor gostoso. Um punhado disso e daquilo. E as cortinas se fecham Trazem as vestes da liberdade Do pavio curto de fulano Da bondade infinita de sicrano Da paciência e resignação de beltrano. O mar fala alto em ondas melodiosas Sinto a nuvem branca querendo-me Sinto o cheiro da rosa branca abraçando-me Sinto o vento por mim passando E deixando aquele cheiro de passado. Daqui a pouco vou colecionar mais um fio Um fio de cabelos brancos Que tarde não vai chegar Será então a primavera. Ah esperada, ou não, primavera. Não me sinto diferente É o tempo que está transformado No meu mundo interior. Logo trocarei de página. E assim, será outro dia.

Dessas que são só poesias

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Deseja a liberdade Sorri com a lua iluminada Tenta sentir o universo Sem ninguém se apegar. Odeia! Ah, como odeia um chiclete. Ou qualquer coisa que grude. Independência ou morte! Se solta em sua quimera. E viaja a sós. Ah dessas sempre egoísta do tipo que atrai curiosos que finge as vezes que conquista mas que sabe ser feliz só um dia disseram que horror naquele dia mataram o amor plantaram a dor.. que cultivou... desde então.. dessa que um dia admirou o vento e sentiu o tempo todo em si... dessas que acredita que o tempo é só uma medida e que a vida, a vida nunca é uma chegada, é sempre uma partida! E gosta do tempo a gosto De poesias abstratas De cores não mundanas De gestos esbaldados De sinfonias desconhecidas E as conhecidas, é claro! A vida é muito importante Para ser desperdiçada Com algumas mundanisses. Há tanta luz em buracos escuros Esperando e esperando... As rugas do rosto Demostram a ...

Com você

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Estar com você é como estar com o sol Quando ele caminha em minhas vestes, Me esquenta e me faz sentir seu calor. Você é meu alicerce infinito. Quando falo com você, em meu íntimo Me sinto tão linda, tão bela, tão amada Tão cheia de vida que me esqueço do tempo. E meu sorriso me faz alargar mais as curvas da minha boca. Desde que lhe conheci, meu mundo ganhou novas cores. A vida fez mais sentido pra mim. Eu fiz mais sentido pra mim. E você veio com sua doutrina. Eu que antes era descrente do que você veio me apresentar. Eu que antes andava nas ruas ilusórios das minhas imaginações. Me alfinetando, me fazendo sofrer sem propósito algum. E depois eu ficava frustrada, em meu canto isolado Ouvindo vozes que me julgavam sem pensar se eu ia gostar ou não. Para arrumar meu jeito, meus dialetos, minha fonética e minha essência. Mas como? Se antes de você eu nem tinha essas coisas de verdade! Eu tinha era ideias soltar sem sentido, perdidas nas quatro estações. Vivia i...