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Mostrando postagens de janeiro, 2014

Obrigada "alguém"

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Você gosta do que vê, ouve e sente. Aceita sua vida do jeito que ela é. Gosta de tudo o que faz E tem anseio por outros assuntos Contenta-se com o que têm E com o que não têm Tem uma vida simples e humilde. Então vem alguém E lhe mostra do que você ainda é capaz Que certos sonhos não adormecem Traz habilidades, e une nas vontades das quais você nem sabia que tinha Mostra mundos dos quais você ainda não visitou Por faltar um convite. Mostra palavras que antes não faziam sentido Quando saiam da sua boa Ou se criavam em seus pensamentos sem nexo. Mostra um universo mágico Cheio de possibilidades De fortalezas ainda não exploradas Apresenta cores novas Que ainda seus olhos não viram Indica novos sabores que seu paladar não sentiu Expõe sentimentos ainda vividos Exibi recantos que sua alma ainda não visitou Aí, você gosta mais do vê, ouve e sente Está tudo mais amplo Mais harmonioso Você para e usa a percepção Significados q...

Deixei e deixei

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Deixei a bagunça vazia para trás E deixei que a brisa me aconselhasse Deixei de achar que o barulho não era alto E deixei a música adentrar meus ouvidos Deixei sair às lembranças não boas E deixei-me permitir de abraçar o sofrimento Deixei de querer procurar E deixei-me vê o que eu já tinha Deixei os absintos nas suas casas E deixei-me largar os vícios Deixei a caricatura do mal não me manipular E deixei-me se seduzida com as figuras benéficas Deixei o que não me fazia feliz E deixei-me ir à busca do desconhecido Deixei fragmentos de autoflagelo seguir caminho E deixei-me ser autora dos meus devaneios Deixei tudo o que poluía a minha mente E deixe-me saborear as voluntárias paixões Deixei os raciocínios cansativos e devoradores de energia partir E deixe-me ser o que eu sempre quis ser Assim, entre deixar(largar) e deixar(permitir) Fiz uma faxina com muitos deixares. Que me deixaram sorver um novo tipo de deixar Me deixando leve, livre...

Só, mas quem disse?

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Só? Mas quem disse que estais só? Olhe pela janela e veja... Sinta Ouça... tateies a noite. É só deixar teus pensamentos se elevarem na perfeita sintonia cheire o frescor que vem de fora é noite, linda e intensa noite. Ela trás uma euforia que encanta. É tua companhia. Juntamente com os outras... Podes fazer poesia. Os pensamentos esvoaçam Tens as estrelas também os grilos as árvores o mar até as baratas que voam um cenário rico único inspirador. Olhe bem aquele mar lindo! A sua negritude está serena o que será que rola lá embaixo? Nunca estamos só essa massa de energia que nos ronda não nos deixa só. Tudo nos complementa  de um jeito particular. A música que o vento trás elogia o luar que se mostra enaltece a alma e as cores falam com o tempo. E agora, ainda se sente só?

Dê-me tua mão

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Deixe-me ajudar-te outrora tu foste bravo e perturbador gritaste de um jeito desesperado mas, nem assim virei as costas sei da tua limitação compreendo a tua falta de conhecimento. Não te nego nenhum ato de caridade de minha parte. Sei do que tu precisas conheço casos assim sei também que existem graus de singularidade quanto a isso. O mundo está tão cheio de amor mas nem a metade da metade o quer. Por que negar o que irá te fazer bem? Eu sei o que tu não sabes de ti mesmo tens medo de saber e gostar. tens medo de precisar não queres precisar de nada. Tu podes mentir para o mundo e até para ti mesmo. Mas não para mim. Vejo muita densidade quando te olho Arredio, cheio de feridas utópicas. Louco para agredir o mundo que não compreende o teu sistema egocêntrico. Teu comportamento denuncia-te e também os pensamentos enfurecidos. Onde tu estas deixas o ambiente pesado Mórbido, fétido e envenenado. E afasta todos de ti. Tu é...

Encontro casual

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O bar já dava sinal vital. Pernas dobravam-se nas cadeiras e bocas enchia-se de goles alcoólicos. Olhares grudavam nas escuras linhas de corpos que dançavam no meio da pista. Um homem adentrou o recinto misteriosamente, de olhar único e fixo, sabendo exatamente onde deveria ir. Era um cliente veterano. Conhecia todos os trabalhadores e alguns frequentadores daquele bar. Pôs-se a conversar com o barman , de um jeito bem particular. O homem estava com rugas de dúvidas, e o barman respondeu com o dedo indicador a interrogação solicitada. Logo, o sujeito foi até o fundo do bar, com o  drink  na mão e sentou-se na mesa reservada. Ficou observando a massa cinzenta de corpos em movimentos. Reparou que havia mulheres aparentemente bonitas, elegantes, dotadas de uma aparência superficial. Pensou em como elas eram sem maquiagens, sabia do que aquele tipo de mulher gostava e procurava. Geralmente em companhia de outras mulheres, pois não andavam sozinhas. Os assuntos profe...

Eu era o que não sou

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Eu não tinha essa face essa boca esse rosto e nem esse olhar era outro Eu que me chacoalhava Tentando sair de mim. Tentando me manipular. As pálpebras desse Eu viviam pesadas os olhos cheios d'água o coração apetitoso cheio de mel Brotava sensualidade. Sempre com vontade de expurgar. Eu não tinha esse corpo Essas pernas Esses braços Esse colo Essa postura. Eu não tinha essa vibração Era tristonha, Enfadonha por dentro não tinha nada para oferecer Só queria ser amada mas não queria amar. Então eu voltei a ser. Tudo mudou os costumes. Meu corpo voltou ao normal minha altura minha aparência Eu não era mais taciturna. Não era mais um corpo Era só um ego querendo me desfalecer.

O cara disse que têm inveja do homem por quem estou apaixonada

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O cara disse que tinha inveja do homem por quem estou apaixonada. Disse que o destinado é sortudo por eu me interessar. Que uma mulher como eu não se acha por aí não se encontra em qualquer lugar Disse que por eu ter a mente tão aberta  e compreensiva, é soma! Seria a interpretação dele quanto à minha pessoa.  Sou compreensiva porque acredito que tudo há explicação, sou paciente,  não crio expectativas e nem mato tanta energia a toa. Só acho que sou singular porque usufrui dos meus aprendizados. Sou louca na minha própria teoria do que é ser louca. Quero estar onde ninguém tem coragem, não temo a morte e nem a vida. Tenho minha opinião e não me deixo ser influenciável. Não por qualquer coisa antes de ponderar. Mas de fato tenho a mente aberta, por tudo o que já construí dentro de mim. Então o cara repetiu : - Invejo o homem a quem há de se apaixonar. - Não se firme somente no que você vê. - Não no que vejo, mas no que eu sint...

Causa e efeito

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Quando nós resolvemos entrar na vida de alguém, é como uma porta que se abre a novos horizontes; um caminho que decidimos seguir sem conhecimento algum de onde ele pode chegar. E quando abrimos a porta e seguimos o caminho já se finda mais um momento que estávamos vivenciando e logo vem outro momento. As ações que praticamos se dividem: umas ficam guardadas para uso futuro, outras servem para usufruto no presente e outras, servem para nos mostrar que no jardim das atitudes erradas há ervas daninhas para serem arrancadas. Será que há uma percepção disso? Talvez. Mas a lei de causa e efeito não brinca, nunca. Vem novos aprendizados, novas dores, novas emoções, um novo tudo, mesmo que não nos desprendamos do que já somos a partir do que criamos. O quebra cabeça sempre faltará mais uma peça, diferente, pois igual não se encaixará. Uma vez que, todos os instantes são criados para lembranças futuras. E há uma forte vontade variável de querer escolher quem vai ficar nessas lembranç...

A saudade

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Ela tem braços e aperta gera incoerência entre os sentidos inunda uma incerteza. Por que ela faz isso? Já nem sinto o cheiro do agora Algo me diz que uma hora ela vai fazer as malas e vai embora. Mas está aqui! Me circula Quer me fazer chorar Mas não chorarei as lágrimas foram engolidas já não há mais o que derramar. Arde, lá dentro. Ela insiste em dizer que quer fazer morada em mim que sem ela eu não sentiria nada do que eu deva sentir. Eu disse à ela que não. Estou querendo a chegada da sua partida. Todavia, ela disse que é necessária porque assim eu me distraio não atraindo os outros para meus pensamentos. Então pensando nisso aceitei e fiquei quieta. Até ela passar e abrigar-se em outro coração. Uma hora ela vai embora. A saudade!

Um ensaio sobre Ele e Ela

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Depois do banho, ela pôs o vestido que deixa as pernas à mostra. Olha no espelho e passa um batom cor de boca, um rímel para deixar a marca de sua expressão do olhar assentada e só, ela não precisa de muito. Passa perfume e pronto. Pega a bolsa e coloca o caderno pequeno e a caneta, logo sai. ... Sentado num banco da praça, espera ela chegar, rabisca no caderno algo que a inspiração do momento permite. Olhos sérios e concentrados, ora levanta, ora baixa, para ver se ela chega. ... Quando ela chega, avista sem demora um banco na praça e senta. Pega o caderno e começa a escrever. Sabe que ele já deve estar chegando. Mesmo um pouco ansiosa de a qualquer momento ele aparecer. Delicia-se com o momento presente. Os pássaros cantam alegremente, há transeuntes no cenário e muitas árvores ao redor. Ela conhece aquele lugar muito bem. Um sorriso se acende nos lábios. Coração levemente acelerado. ... Ele continua a sua escrita. Coloca a caneta perto dos lábios como ...

Um drama: A vida

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Ah Solidão! Anuncia-se plena! Conversas na varanda da incerteza, Descabelas as ideias mal formadas. O ímã da tristeza. Ah, que invasão demorada! Sorte que a vida é cheia de momentos! Por que não finges só de vez em quando Inveja? Toda hora há expurgos sistemáticos! A alma senta e chora sem notar-se o que faz! Joga para longe os surgimentos de emoções. Perde-se na imensidão em poses caídas. Por que o passarinho canta Lúgubre? Parece o pianista, que sucumbe com a ausência da esperança. Não chores não! Por favor. Dói ver-te assim. Ainda sou uma criança que precisa de solicitude. Não vagues na escuridão ensaiada pelas lágrimas! Não! E o Mar se cala nas suas ondas espumadas, Chamando pensamentos escondidos! Está lá, todo silencioso no seu infinito. Cor de papel e efeito embaraçado tu me dás! Por que me deixas assim, monte de Água salgada que arde?! E a Noite que logo chega costumeira? É tão linda! Dá um adeus ao Sol estu...

Desafio Rascunhos: Na escuridão deles

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A escuridão é o único lugar que eles habitam Há uma quietude para as palavras Mas não para os gestos. Não há conhecimento quanto à luz Os corações são pestilentos Cheios de sujeiras Que os conduz. Enforcam-se nas ilusões presentes Viram-se do avesso pelo ar A pressa da liberdade Não vai dar o ar de sua graça Há uma infinita obscuridade plantada Naquele imenso lugar. Estão lá por quê? Porque querem! Sim, exatamente nessa linha. Têm medo de descobrir que a luz é boa Eles têm medo dos bem-aventurados. E isso é o que os faz se sentirem confinados. No árduo incolor da negritude Não gostam de espíritos bem-intencionados! Morrem todos os dias E ainda têm um tédio medo de morrer Mas são tão feios quanto gostam de ser! Tal qual suas faces deformadas. Monstros de cicatrizes internas Com feridas incuráveis  e abandonadas. E quando vier a luz Eles estranharão.

Cartas IV

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Ainda insisto em mim. E por insistir, não sou mais o que eu era antes, agora sou um vasto pensamento do que eu deva continuamente ser. Tudo o que passou foram processos de aprendizagens e ainda são; o que antes eu não conseguia degustar agora eu compreendo bem, que foi necessário. há uma nova ordem dentro de mim que se refugia em meus pensamentos absortos numa longitude não tão distante assim, mas que contrária à repulsão. Além disso, todas as ideias que antes eu jogava na gaveta dos “desnecessários” a meu ver, agora são resgatadas. Muito faz sentido daquilo que não fazia. Mais explícito do que implícito. E sentindo essa eclosão de verdades que aportam em meu saber, toda a minha energia neste momento não é mais gasta em vão. Tenho propósitos. Tenho pensamentos que são meus. O desprendimento me dá o prazer de ter o que eu antes não prestava atenção que já existia. É sempre bom descobrir o que já se tem. E vaguei bastante, durante horas num só lugar, dentro de mim. Me fiz pe...

Indicionarizável

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És pleno de mim vontade não saciada desejos não enfadonhos naturezamente propondo um conjunto de sentir, ininteligível. Num frio saboroso. que trouxe a madrugada te situaste dentro de mim e, amiúde te aconchegaste bem gostoso no quente. Somos dois faróis embelezados de vermelho lábios carnudos, prontos para beijar. Senti saudade de você mesmo aqui. Dentro de mim. É um desejo constante incessante inacabável inabalável intangível e todo mais admirável. É um sentir exibido inexplicável Acho até que indicionarizável.

Agora somos

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Somos! Fazes de mim um alicerce, um apoio de sentidos correspondidos, verdades compactadas, que em mim podes sentir. E ainda tu diz que dizer de ti é uma questão necessária. Confidencias em meus ouvidos o que sentes por mim  e num piscar de olhos  ainda dizes que eu sou o que você esperava,  no seu saber do que agora  que descobriste a pouco  de fato sentir. Delicia de momento é esse, me enroscas em ti me devoras de mansinho fazes de mim tua morada e tem porta aberta para voltar. Não estamos mais sozinhos! Nunca competimos não há razão para tal ação. É um complementa-se incessante. Já não tem sentido se você não estiver por perto. Há reciprocidade, mais do que aparenta ter. É um desejar infindável. Incomensurável. Pego-me varrendo o vazio  e o trago para meus pensamentos. teus lábios falam meu nome e me chamam telepaticamente. O que era eu antes de ti? Era. O que foi você antes de mim? Foi. Agora, somos!

Um tour em mim

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Aí a tua essência  resolve me visitar me convida para um tour em mim mesma, já me inunda por dentro. Pede permissão para abrir a porta que eu fechei para outros não entrarem. Me toca bem lá no fundo e lá vem “oi” todo malicioso e cheio de vontade  de cheirar meus cabelos, minha nuca, meu rosto minha boca com resto  de batom vermelho, e beija meu corpo inteiro. Percorre fio a dentro. Deseja me experimentar mas ainda não é tempo. Me sente me devora com o olhar me cheira viaja em mim. Sacode os pensamentos E volta a inundar-se de mim. Quando chega a hora nada é implorado nada é impedido nada é cobrado tua essência me toma E me tens com volúpia.

Amor, poesias e mais palavras

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A s palavras quando querem sair, não há como impedi-las. M omentos em que a inspiração cerca e não cessa. O s minutos passam e nem se nota a quantidade de segundos que R imam com todos os sentimentos que uma mente pode imaginar. P ontos de equilíbrios que ponderam antes de desequilibrar O nde as ideias se costuram para dar significados E xigindo uma coerência metafórica para os momentos simples S entindo todas as sensações dos instantes que são ofertados. I nverdades não se justificam como empecilhos para uma escrita A s vontades dos dedos são bem maiores, não há como pará-los. S e cria cenários do que se pensa, às vezes, num sentido figurado. E não há paralisação e nem greve para os pensamentos. M esmo que as nuvens negras aportem as incertezas A mais fina das esperanças não se deixa impedir de I nundar novas palavras, e nem os olhos deixam de S entir o sabor dos sentimentos na eclosão do vocabulário. P alavras que dizem muito, às veze...