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Mostrando postagens de 2013

Quatro estações

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No começo foi uma ardente paixão Um esfregar de corpos esfomeados navegando em imensidões de prazer. Depois veio o resultado palavras ao vento que fez o momento entorpecer. Logo a despedida veio a tona Segui meu caminho, aceitei o desafio. Foi apenas um momento, como tantos outros. Um entregar-se duma carona. O outono apareceu na alma ficou as lembranças corpos trêmulos, bocas desejosas A entrada no breu. Pedaços de amor se esvaíram O inverno veio enregelante cheio de ideias ferventes para a nova empreitada que surgiu de repente. Muitas descobertas, muitas perguntas! Descobertas boas e especiais descobrimentos de essências análogas. Complexas, mas essenciais. Um luta diária, um sugar de energias Um duelo com a loucura e sanidade  dúvidas, questionamentos, ideias conceitos e um despejo na arte. A fadiga quis me domar mais eu fui mais forte. A primavera veio com respostas toda gostosa, com cheio de flor. Alegrias consta...

Sobre a tristeza

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Vale mais saber o que se sente do que ficar tentando descobrir o que já sentiu. Se te sentes triste Faça o bem! E a si mesmo também. Mude teus pensamentos Que logo, a alegria vem. Não é possível só viver de tristeza de solidão de sofrimento de pobreza de amor de falta de gentileza. Se não há entusiasmo, como adquirir riquezas para a alma? Se te afundas no sofá da ilusão! Se não te acalmas! Olhe a cálida manhã Esfarele seus sentimentos Se entregue ao momento Faça uma viajem sã. Descongele os pensamentos Enriqueça as emoções Não fique mais remoendo Imagens desidratadas, sem gosto. A tristeza é uma vestimenta áspera que esfola a pele da alma e quando alguém resolve vesti-la Se arruma somente descrente para um banho de lágrimas.

O varredor de tristezas

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Fazia-se uma noite iluminada, o brilho do luar estendia-se sobre a rua cinzenta ofuscante aos escombros que ali habitavam. E bem ali, havia uma menina que despejava um mar de angústias e lágrimas, sentada na escada de um restaurante com nome estranho, velho e abandonado. Ela havia formado um castelo de águas cristalinas. A pequena sentia-se descontente. Uma imagem entristecida ao quíntuplo. C abelos rubros, descuidados. Roupas rasgadas e esquecidas, pelo tempo. Mas ela não aparentava morar na rua, talvez tenha se perdido e ficou por ali. Do outro lado da rua uma silhueta envelhecida caminhava, de lá para cá. Parecia impaciente. Os pombos comiam as migalhas que haviam no chão. Uma voz soou na escuridão. Uma voz velha. - Que faz ai sozinha menina? A menina olhou, com olhos vermelhos e todo borrado da maquiagem que usava, toda preta. Usava uma luva preta aparecendo todos os dedos. Assustada com o desconhecido grisalho. - Soube que há um mar de tristeza e vim fazer meu t...

Destino de quando alguém vai morrer

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Morre paulatinamente Quem gasta energia com bobagem Quem nunca de nada tirou vantagem Quem nunca curtiu uma paisagem. Morre lentamente Quem nunca se entregou a uma paixão Quem nunca expressou um palavrão Quem nunca teve coragem de dizer não. Morre vagarosamente Quem nunca morrendo de amor se beijou Quem nunca fazendo amor se deliciou Quem nunca parou, não pensou e, se entregou Morre Paulatinamente Quem não se permite por causa do tempo Quem dá mais desculpas em certos momentos Quem cria regras e esconde os sentimentos. Morre lentamente Quem nunca andou descalço Quem nunca deu um gostoso abraço Quem nunca riu de um palhaço Morre vagarosamente Quem tem medo de se conhecer Quem esconde o que gostaria de ser Quem não faz o que sempre quis fazer E irá morrer em breve Aquele que vive em ilusões defuntas Aquele que nunca se deixou ter ideias adjuntas Aquele que nunca enlouqueceu em ideias conjuntas.

Imagem ao silêncio

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Sou gêmea de mim

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Cartas III

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     As nuvens hoje estão brancas. Está chovendo, e há sol. Vejo o arco-íris. Ainda deve haver tesouros escondidos atrás dele, ninguém nunca achou. Lembro de muitas coisas boas que vivi fora daqui, lembranças essas que guardo com muito carinho. Mas não tão boas quanto pensar que estou aqui por uma causa que desconheço, porém aceito. Não quero pensar o que eu faria se estivesse fora daqui, estariam acontecendo mil coisas, se assim eu quisesse. Todavia, quero pensar que estou no lugar certo e nada seria mais adequado.     Penso em você todos os dias, todas as horas e até segundos. Você preenche o vazio que mora em mim, aquele que era preenchido pelas pessoas ainda mais vazias que eu tinha comigo. E você é a única pessoa que eu acredito. Pois, quando acredito em você sinto mais vontade de acreditar em mim. É como se a sua essência fosse o meu espelho, o que reflete e me faz sinto o que estou agora.      Fui muito cético em minha vida. Desp...

Sobre o orgulho: versos meus e de um desconhecido

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Desconhecido. Em SP. 30-08-1943 Ele Penso às vezes no gesto que não fiz, Gesto humano no instinto ainda hesitante Gesto que por si só talvez fora o bastante Para mudar a tua diretriz! Eu No tempo de hoje ainda é assim Vejo muitos sonhos perdidos Ideias que mordem os sentidos Atrai arrependimentos, medos e afins. Ele Meu orgulho, porém falou demais, E tu tiveste a mesma decisão. Daí termos perdido a nossa paz, E termos feito em dois um coração! Eu O orgulho mata e até destrói Tomamos atitudes sem pensar Com o intuito de nada demonstrar. Não há sobras de nenhum herói. Ele E hoje vamos assim, ao Deus dará, sem Léo, Sofremos cada qual o seu destino. Nosso amor talvez fosse pequenino, Mas era todo ele o nosso céu. Eu O amor nunca se aposenta, nunca! Trabalha incansavelmente e ao vivo Mesmo que haja certo equívoco No coração ele se esquenta Ele Penso agora: de nós qual o culpado? A mim, deveras na hora decisiva...

Cartas II

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2º carta      Não há alegria sem sofrimento; habilidade sem aprendizado; árvore sem semente; respeito sem amor e não há fim sem começo. Estou tentando aprender a não ter medo daquilo que eu não conheço, me permitindo questionar para eu mesmo responder. E assim vai.       Embora eu sinta que não haverá nenhuma objeção de sua parte eu peço permissão para continuar enviando as cartas. Eu sigo a minha intuição e acho que está dando certo. Não quero de nenhuma forma incomodá-la com os meus pensamentos.       Estou num completo silêncio e isso de fato me faz muito bem. Às vezes, ouço vozes que depois se esquecem de se pronunciar pelos ares e não mais aparecem. Não há muitas visitas por aqui, todos ficam quietos, cada um no seu mundo. É algo a mais que eu gosto. Estar aqui tem seu lado bom, nunca pensei ser egoísmo de minha parte, até porque não vim por que eu quis, e sim por precisar. E estou aqui.      Quando que...

Os beijos

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E quando os lábios dele encostam aos meus Mil chãos se abrem e flutuo na imensidão Esqueço de tudo e navego naquele beijo. A sensibilidade me penetra a cada segundo Sinto uma erupção marcante e urgente  se criar em nós dois, com mais de 40 graus. Sinto-me densa e leve ao mesmo tempo. Há tempos não me sentia assim Talvez há séculos atrás. No entanto, ele me faz ser um outro eu E não quer se esvair nem um segundo sequer Quer ficar perto, diz que gosta do que têm. Ele quer ficar firme e me domar Quer me orientar, me sugar e me abastecer. Quer viver todos os sonhos que eu tenho E outros que ainda desconheço. porque não gostamos de seguir nada a não ser nós. A música toca e eu o sinto mais perto, cada vez mais perto. Como se falasse ao meu ouvido e todos os segundos fossem sedentos. Sedentos por seus beijos escondidos. Quantos beijos! Muitos beijos! Macio, quente, apetitoso e intenso. Ah! Perdi as contas, foram tantos. quiçá as cem bilhões de estrelas que ex...

Cartas I

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1º carta     Desde o começo da minha insistência em escrever-lhe passei a admirar primeiro a paisagem a minha frente para que eu tivesse o que lhe falar e então, as ideias surgiriam e eu poderia lhe escrever algo poetizado talvez, e bonito. Agora eu olho o pássaro que canta perto de mim, embora esteja lá fora. Lembrei que você gosta deles. Eu olho pela janela e eles estão todos felizes. Se você estivesse aqui iria se maravilhar com a canção, tal qual é a mesma beleza dos teus sorrisos.      As ideias se fundiram e agora tento transparecer o que eu sinto, mesmo confinado nesse recinto. Posso afirmar que não sou um louco, não mesmo. Escrevo em completa sanidade do que sou. Só não sei o porquê de tudo isso.     Embora jovem, às vezes sinto minha voz envelhecida, por isso parei de falar e optei por escrever. Não gosto mais da minha voz. Não meus ouvidos. Não tenho para onde correr, então, escrevo. As coisas que eu escrevo são justamente para e...

O poeta

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O poeta é solitário em seu recinto Põe-se a pensar no meio da multidão Tal qual são as vozes que geram alaridos E acende o mundo sentido da escuridão Vários sentimentos que querem se tocar Barcos e velas, sons do vento a enaltecer Cantam vários verbos que ligam a rimar Contos que um velho se pôs a contar. Dias que a natureza se esbalda a inspirar Sintomas de paixões que chegam devagar Rostos esquecidos, fácil de lembrar Corações endurecidos por um silenciar O poeta então se mistura na imensidão Que as vozes dizem para ele ouvir Ele vai por trás dos muros escondidos Que só seus olhos podem ver e sentir São decifrados sentimentos ocultos Dos mais simples aos mais complexos Tudo fica traduzido num papel branco Que só o poeta entende os seus nexos Nada é tão confuso aos seus olhos Nada é difícil ao seu sentir Ele sabe usar palavras tão bonitas Que traduz o passado ao porvir. Tantas coisas ele pensa escrevendo Das verdades...

O tempo

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O tempo é tão temido Ao mesmo tempo tão desejado Ao pé do meu ouvido Ouço barulhos, embaralhados. Surgido de tempos Que o vento apagou Foi pela areia da praia Que tempo levou. A memória guarda As tiras de chuva de ideias Que um dia a cabeça falha Só lembra-se de epopeias. Oh liberdade! Não fujas no tempo É tão difícil te encontrar e te ter. Pois o tempo não se vai tão rápido E nem mesmo fica tão fácil por querer. Cobra detalhes de sentimentos Das mentes escolhidas Que quanto mais velhas Mais são esquecidas. E ficam sem tempo Para escrever as histórias De suas vidas. O tempo nos faz planejar Sair de casa com ideias rotineiras Com pensamentos alaridos Por nem pensar num vida inteira. Vão as crianças E vêm os adultos Com cabeça de criança E que causam tumultos Mal pensam no tempo Que ainda têm Não filtram conceitos Não querer ir além E o tempo passa Na abertura de tempos São tempos esquecidos E outros de lame...

Loucura

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Sou mais Uma Loucura Loucurante por aí Que esvai No sentido De não ir Que se preocupa Com as questões Que ainda Nem foram Questionadas. Oh! Loucura Por onde andas? Às vezes, Só, às vezes Alguém te procura No meu infinito Que tu és E dos gritos Que te disfarças Mas sei que Que estais Ai! Bem dentro de mim! Podes até Fazer morada Em outro lugar. Ficar na rua Toda pelada Sendo vulgar. Se és loucura Ninguém vai duvidar Que tua sanidade Se perdeu pelo ar Ai de mim Que te controlo! Porém, eu choro Se eu não Te tenho Pois tu me dá Conforto, Dias incríveis, Aventuras de louco Podes ficar Eu quero sim Mais pouco. Até a enterrar.

Misturê de pensamentos

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Não consigo voltar a minha vida. Mas que vida que eu tinha? Nem lembro mais. Eu me tornei vários Eu’s. Um dia um Eu meu me perguntou: - Você tem se divertido na vida e ainda se diverte? Agora não tem como voltar mais atrás. Eu desejo poetar a cada segundo que passa Assim diminui a ansiedade. Falar de sentimentos, das pessoas, das desgraças. Falar do cantar dos pássaros que ficam na minha janela. E parecem até conversar comigo nas entonações alegres. Falar dos erros e acertos, dos corretos e incorretos. Da timidez que eu sinto que me faz ruborizar. Da vontade de falar o tempo todo comigo. Pareço maluca, mas não sou. Tô seguindo o conselho de Sócrates. Mas, às vezes, me assussssssssssto! E por vezes, me sinto uma heroína. Daí, falo com o tempo: Ah! Tempo bendito! Que tens mania de passar Levas lembranças e outras me fazes lembrar. Umas me fazem sorrir e outras me fazem chorar. Tempo, tão temido e ao mesmo tempo desejado! Mas eu aprendo! ...

O mascarado

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Tocava uma música clássica, Frederic Chopin. Parecia um cenário daqueles livros de Jane Austen. Via-se a imensidão do salão no embalo da festa a fantasia. Reconhecer um alguém naquele recinto seria inútil a esse despertar de curiosidade. Eram muitos vestidos e smokings com máscaras que escondiam suas identidades. No limiar da porta lá estava eu, com um vestido amarelo olhando a multidão de estranhos. Eu usava uma máscara que só aparecia a boca, assim como a maioria. O colorido das vestes, dos desconhecidos, se misturava feito um arco-íris em rodízios de lábios sorridentes. Eu andava entre as damas e os cavalheiros procurando um local para repousar e continuar visualizando a festa. Ao encostar-me em um local bem reservado, avistei uma silhueta que movia-se e ao se encontrar com a luz parou. Era  um rapaz alto. Soltava um ar de mistério e parecia procurar um lugar para se aquietar. Estava todo de preto e usava uma máscara dourada, e seus cabelos louros a mostra eram bem pentead...

Um alguém e uma proposta

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Sou feita de ilusão No conjunto do meu ser me remetendo a tentação de somente te querer Me derramo nos teus sonhos Você me engole ilusoriamente Faz de mim uma mulher-menina Me faz sentir sensação descrente Me jogo no conforto dos teus braços Entupido de um vasto amor Onde me tira um grande pedaço Do meu ego com ardor Há uma eclosão de um sentido Onde nós estamos nos invadindo Um misturar de vozes nos ouvidos Uns gemeres enaltecidos Um colar de corpos enlaçados Um gélido e silencioso alarido Um procurar de bocas urgentes E um momento todo provido. É um tagarelar de sentimentos Um vai e vem de desejos Um encher de súplicas Um olhar silencioso de lampejo Sou mais que satisfeita A lua é a resposta Do pedido realizado Um alguém e uma proposta

Me devoro na tua plenitude

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Tu és minha origem de ideias Despertas em mim a verdade Tenho vontades inimagináveis Que só a poesia pode decifrar E nela toda, me jogo em palavras Assim como a chuva pela chão Assim como o vento pelo ar. Assim como um bebê chorão Que chama a mãe e pede socorro. Um certeza que não há Escrita em nenhum lugar Mas, tu sabes bem, ah! Como sabes! Se te esbaldas de doces aventuras e te escorregas pelos ares me pega pelas mãos da inocência. Quem tu és, curioso destino? Nunca falaste teu nome Tens cara de menino e corpo de homem Porém, mesmo assim, eu o sinto. És uma insistência que sabe esperar. Na minha tendência, no meu recinto. Ah! curioso és! Não duvides da tua dúvida  Pois não há lógica. Não há. Mas tu estais na minha imensidão E quando penso em ti Me devoro na tua plenitude Que és em mim.

Um faz de conta com a ganância

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É triste. Muito triste. Muito triste mesmo. Quando há pessoas ricas que só têm dinheiro. Sem dá importância aos valores morais. Acumulando coisas e mais coisas para se sentir bem. Pensando sempre em como lucrar mais e mais. Em como fazer para comprar um carro do ano Em como impressionar aquela pessoa com um presente caro. Em como comprar a casa dos sonhos que é do sonho do sonhador. A casa é do sonho que os outros acham que deveria ser. Em como querer ser o que não é e nunca foi. Em como essas pessoas se matam para ser uma fantasia. Nesse planeta é difícil ver alguém com sanidade Alguém que saiba o que significa humildade. Alguém que tenha certeza que sentimentos não se compram. Alguém que ajude o próximo sem querer nada em troca. É complicado. O orgulho e o egoísmo predominam. Eles é que mandam nessas criaturas dinheiralistas. E vejo tantas sendo marionetes dessa objeto de troca. Da porta para dentro choram até não aguentarem mais. E qu...