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Mostrando postagens de 2015

Só queria, apenas, companhias que me permitissem ser quem eu sou.

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Só queria, apenas, companhias. Que me permitissem ser quem eu sou. Tô cansada de ficar ensaiando doses de ironias De ficar fazendo cara de paisagem Nesse avião de passageiros  não certeiros . Nessa fase que que ninguém se permite... Eu quero uma atitude sem véu Eu quero que alguém me diga qual o gosto do céu! Quero voar profundamente pelas redondezas do mais sutil sentimento E carregar no peito, aquilo que interessa! E não mais navegar pela margem! À margem todo mundo já fica. Quando não se sabe para onde ir. Quando ninguém vê As bocas falam muito E quando os olhos alheios estão por cima Dizem que rezam, e abordam a moral; os princípios cristãos, a boa conduta, eu tento isso, eu tento aquilo faço o que é certo e blá, blá, blá. Qual é a verdadeira fraqueza alheia? O medo de não ser correspondido seja qual área for da vida? Por que tanto receio de arriscar Ser quem se é? Por que tantas mágoas nas raízes da alma? Ma...

Como se chama essa persistência?

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Os teus olhos de mar, riram, mirando as minhas pupilas Falava uma língua da qual ninguém entenderia Era único, valia ouro, se pudesse eu navegava nos teus Para nunca mais sair desse céu, se saísse, eu morreria! E desde que tua imensidão se traçou em minha mirada Eu fiquei assustada, mas me aprofundei nesse teu olhar Era algo estranho, inquietante essa nova jornada Mal sabia eu que poderia novamente me apaixonar. Se tuas retinas pudessem ler o livro do meu coração Poderiam ficar perdidas, inebriadas, ou agoniadas Nesse tanto de coisas que tu plantaste e misturaste com minha razão. Que fizeste comigo, tessitura enfurecida de amor engaiolado? Tocaste em meu âmago, e lá costuraste tuas ideias no meu altar Agora, quando sinto a tua doce leveza me transcender. Não sei se sou eu, ou se é você, com clareza de essência Que depois de misturadas já se fundiu num gosto sublime E como se chama essa persistência?

Na dança complementar

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E passou por cima da dor rasgada Em passos emotivos, de um jeito musical Toda essa eclosão de emoção que emanaste virou uma coreografia de fuga da realidade recheada de entraves, um resume de contrastes. Mas meu amor, eu sei que sou mais racional Isso está na minha alma, desde cedo lançada Ensina-me a ser a emoção, onde é que me deixaste? Se Clarice diz que o mundo todo vivo Tem a força de um inferno, Eu afirmo, pois já enfrentei infernos Feito esses invernos que nunca cessam de gelar. Então, quando eu vejo estou num precipício Todavia,  não tenho medo de cair, só vontade de rir. Pela vontade que tenho só de amar. As pessoas se iludem demais, criam monstros, e sofrem horrores. Me deixe circular na dança do teu calor. E me irrigar das chamas que se espalham pelo ar. Deixo minha essência em tuas saudades Deixo minha razão driblar tuas tempestades Emocionais, de sonhos irreais Das quais tuas lágrimas se achem insuficiente. Mas s...

Presente

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Naquela noite, o silêncio se aquietou de uma maneira sublime, esperta à moda do sol que esquenta E a noite mágica descoberta E foi naquele tapete de beijos que eu dormi naquela noite Eram vontades e desejos Seria a mais desejável pernoite O carinho daqueles abraços Preenchiam meu vazio Era um mar profundo de recados Com vivacidade a mil Eu me entreguei na madrugada Com todo sentimento que ali continha Fazia tempo que eu não via Aquilo tudo se emanar, me senti renovada E cada beijo era uma viajem astral Cada carinho um diálogo prazeroso O corpo inteiro dançava em alvoroço Mas, paciente, e longe do banal Foi a melhor noite que céu já me deu Foi o melhor momento que o universo  Que eu tanto escrevia em meu verso De perfeito, que minha alma já recebeu.

À moda Mallarmé

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                                     Não                                                       linha                                                                   tinha         O verso  ...

Um assovio primaveril

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Cala o vento, Nos sobrados da balança. Cala a esperança quando a dor É desalento. Se me tocas, a empatia é gerada. Mas da boca não sai nada O que sai é sentimento. Assim, morro de ideias, E não de tormentos. Me ames, o quanto quiseres Não sou dessas mulheres Que se apega. E não nego minha essência E nem minha quimera. Sobrevivo de poesias E eu jogo às veras. O resto é do jeito que é Já existe mesmo. Nesse mundo não real De sentidos a esmo. Tudo é imitado Então me calo quando o mundo fala. Não há nada do que inventar Só refazer a mala.

Não te demores

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Não te demores... se teu coração não souber revisitar as dores quando o silêncio for maior que a terra quando não houver crescimento moral quando tudo parece estar igual. Não te demores...  quando a chuva não cessar quando alguém pedir para que tu esperes quando estiveres dependente de opinião quando doer demais teu coração. Não te demores... nas ruas sem sentido dos ventos alheios quando te inflamarem de críticas, tenha atitude! quando a solidão quiser te fazer companhia demais no canto da praça pensando coisas banais. Te demores certamente...  com uma boa prosa de acréscimo de vivências quando o outro solicita tua humilde presença nas páginas de um livro que se esgota com sabor. onde houver paciência e tolerância, onde tiver amor.

Onde tu estavas

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Onde tu estavas meu amor, Onde tu estavas? Aonde focaste a tua atenção? Te procurei no fim do mundo Fui a Homero e voltei de madrugada De manhã bati um papo com Drummond Chorei de rir, conforme a poesia recitada. E nada de ti! Mas onde tu estavas meu amor, Onde tu estavas? Para onde levaste a tua razão? Tu beijaste corpos vazios e ingratos No recinto sem sentido, irreal. Bem tu sabes que a vida é uma metáfora E o que tu achas ser mentira, pode ser real. Porém, onde tu estavas meu amor, Onde tu estavas? Tu te designaste a alguma alienação? Te procurei nas festas mais agitadas Te procurei nos maiores jardins em tempestades Te procurei nas noites mais escuras E acho que é sem sentido viver só de metades. Isso é uma grande loucura! Todavia, onde tu estavas meu amor, Onde tu estavas? Quando a dor dilacerou a mãe que chorava Quando um ingrato roubou a bolsa daquela senhora Quando a fofoqueira roubou a paz da merendeira Qu...

A verdade está na literatura

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O mundo toca as verdades inatas O pássaro canta a verdade que mata. A dor que sucede em verdade se diz uma ingrata. A paciência requer um pouco de lazer. Os corações têm vastos sinônimos de porquês. A sensibilidade não se enche mais de prazer. As palavras sábias são ditas e jogadas ao vento. Flagelos insignificantes destroem sentimentos. O que sobrou do amor? Era só momento. A taquicardia não tem fim previsto Os medos sempre correm riscos O relacionamento se tornou arisco. Rimas de uma velha coluna de cor A paixão antiga que se transforma em amor A solidão só faz sentido no inverno de cobertor. Se chora à vontade pelo desastre momentâneo Se descobre as beiradas de certezas debaixo dos panos A verdade então implícita se encontra no íntimo oceano.

O mundo não é só o que a gente vê

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O mundo não é só aquilo que você vê Com as suas retinas É a brisa molhada de pulseira fina Que prende-se no olfato do amanhecer. É muito mais que isso. Quando saímos da zona de conforto Nos deparamos com frações de  ideias de muitos substantivos dos quais nem sabemos o nome. Trata-se das coisas belas que fazem sentido À nossa vida, e nem percebemos. Como a pessoa que ora a nosso favor e nem sabemos, e sentimos alívio no coração, sem saber de onde vem. Como o confeiteiro que faz bolos pra vender na padaria E compramos, sem o conhecer. Mas, comemos com ardor aquela substância doce e prazerosa Cujas energias de quem o fez não vimos. Há muitas almas boas que fazem coisas boas por nós. E tudo o que fazemos de forma inconsciente Se nós pudéssemos ver, ficaríamos mais agradecidos. A natureza é uma das obras de Deus mais lindas, E nem sempre reparamos Como o pôr do sol de hoje está mais brilhante que o de ontem. E aquele sentimento pel...

Aprenda

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Aprenda que suas palavras são incompletas em relação ao conteúdo do mundo, por isso não podem ser válidas como verdade universal, somente como complemento. Aprenda que você é uma parte de um todo, e o outro é outra parte, e ninguém pensa como você a ponto de ter as mesmas atitudes porque a opinião é sucinta. Aprenda que você não tem que cobrar nada do outro por um erro que não é seu, se estamos aqui para errar cada um deve errar e se ajustar  do seu jeito. Aprenda que o outro é tão imperfeito quanto você, por isso não deve cobrar a perfeição do outro enquanto você não é figura exemplar. Aprenda que ninguém tem uma bola de cristal para saber das suas vontades, pois poucas serão as pessoas que vão saber do que e o que você gosta. Aprenda que criticar é um ato literário, pois a crítica constrói uma imagem daquilo que tem que ser perfeito, e em quesito de evolução moral estamos em construção. Aprenda que todos nós somos individuais, portanto, cada um vai agir de ac...

Inquebrantável força

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Saudade de um tempo em que o amor era tudo Uma inquebrantável força por qual lutar sem pensar. Saudade de um tempo, de um mundo nada escuro Que compreendia a imperfeição, e se satisfazia com ela. Que amava os defeitos em questão, e que cedia. Que lutava bravamente, sem cessar qualquer segundo. Saudade de um tempo, em que não havia conflitos Em que a liberdade se transformava em gritos Que as bocas falavam com precisão. Que a janela da alma era vista claramente E ninguém respondia se a certeza não era evidente. O coração era fonte de sabedoria, com a razão A futilidade era trancada em quarto escuro Usada por poucos, que não sabiam nem a sensação. Ah, saudade de mentes simples e inteligentes De gente que sabia ser apenas gente Que amavam o vulnerável, o humilde e o interno Que explanavam horizontes naturezais, contentes. O tempo muda tanto as suas paisagens Por dentro agora há um lodo sangrento Que...

Um gostar do teu gosto

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Eu gosto muito do teu sorriso de lado do vagar das tuas palavras ao vento, e quando você mexe o canto da boca e leva ao alto, como se fosse puxado  por uma linha invisível, muito grato pelas trilhas sensíveis do teu saber divulgado. Eu gosto quando tu me olhas e diz! diz! E nada fala, somente diz lindas letras sai raízes de outrora, que agora, surgem muito combinam com a nossa nova história. Basta pegar um giz e começar a escrever agora o que de fato a gente sente, o que nos deixa feliz! Gosto do teu desapego em relação ao  mundo do teu amor pelo profundo, ligado à natureza e que com tua gentileza se releva sem pensar não tem medo de sentir ou de justificar tudo o que está em sua mente, só deixa sair. E com a certeza de que tudo vai fluir. Gosto do teu gosto pela vida simples da humildade linda, empolgante e fascinante da tua paixão em pegar no ar tudo o que sente da vida, da intrigante e toda essa gente que nos soma ou nos diminui, inconscientemen...

Olhos que me olham

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Seus olhos me olham incertos Às vezes, dá medo em olhar Pois dói o que é bonito admirar Em ver perder, vulneráveis e descobertos. E quando se está a ponto de perder Aquilo que irradia e alicerça a alma Tudo se inquieta, tudo se acalma E uma impaciência de empolga a entristecer. Oh! Coração intranquilo, que queres ? Quando me tomas em teus braços E os meus pés se quedam descalços É tudo isso que para mim tu eres? Oh! Mas que incertezas desgraçadas. Ao toque da hora de dormir tudo muda As louças do café, o gato, e menina surda Num piscar de olhos cegos muda até a calçada. E se esses olhos incertos de me olhar Continuarem a vagar sem dizer nada Como se o mundo fosse um conto de fadas Não resta mais nada, só deixar de te olhar.

O recomeço está próximo

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O tempo deveria se chamar momento e não tempo Porque o que temos são momentos apenas. O tempo é só mera tradução terráquea, Em que nós humanos nos dispomos para entender Como funcionam os dias e as noites e porque passam. Já é hora de saber a verdade, tão recôndita, Tanto tempo esperada para ser encontrada, Está a vista de todos e muitos tem medo de ver. O mundo está no mesmo lugar de sempre, Nós é que saímos de um templo para outro. A boca nunca diz as mesmas palavras, elas saem diferentes, não porque querem, já que nada é igual. Os sentimentos mudam conforme as mudanças. Porém, o medo ainda é um opressor, e dos piores. As pessoas se calam de portas fechadas,  sussurram  seus desejos. Com receio de que alguém do “sistema”ouça e o ridicularize. Os governantes estão tendo overdose de poder, Sem sentir falta do tato moral que é tão importante. O povo está na overdose de ignorância e dependência, Sem sentir que estão sendo manipulados pe...

Dor rasgada da saudade

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Sobre os olhos da dor rasgada da saudade Flutua hematomas inesquecíveis de outrora Que por engano, num momento de fraqueza foi plantada E regada, ao longo dos dias, por hora. Seduzida pela  emoção   não  cantada. Que ontem foi confundida com a de agora São questões que ardem e mata Se não freadas, vão viver ai afora. Na inquietude do  desejo descabido Que se empenha em não querer, por querer É mais forte que um instante infinito O coração se esmaga, e faz muito doer. Mas para que tanta mágoa nesse recinto? Quantos golpes afundados no ponto crer Se vive sem o visível, o incerto vindo. Mas sem amor não da pra se viver. Sem me aventurar nas pegadas de amor Encontro-me inacabada, de portas abertas. A neutralidade me consome com ardor Deixo a natureza entrar na hora certa. O ponto final já protagoniza a cor Para começar com reforços a novas brechas. Tirou-me do relento e me beneficiou Não sei p...

Pretérito "imperfeito" saudadizando

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É quando o céu está azul de emoção,  E as nuvens estão pratas e lilases. Quando o brilho das estrelas mostram risos, mesmo em uma imensa distância. É quando o sorriso de uma criança dança e irradia raios luminosos. Como a doçura do canto dos pássaros, Que seduzem ouvidos sensíveis. É quando os ouvidos sabem sentir. É como conversar com as plantas e trocar energia, mesmo que invisivelmente. Como beijar o vento e se extasiar de emoção. Sentir a imensidão interior sem conhecer o que faz o coração ter razão, Sem ter entendimento real do que está acontecendo. "É como o vento, a gente não vê, mas a gente sente" É como um soneto de Camões, ardente e enaltecendo o amor. Como uma sinfonia rica e enfeitada de sentidos de Beethoven. Como uma pintura feminina do italiano Modigliani. Como a voz de Bono, que seduz com   “With or without you” E Urs Buhler quando canta “Alone”divinamente bem. Como a dança sublimada que faz descalçar os pés. Como o barulho d...