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Mostrando postagens de 2019

Qual a cor?

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Eu já não sei qual é a cor que late lá fora em que outrora me serviu de inspiração. Somado ao brilho que invadia a minha memória. Eu já não sei, se é frio ou calor dentro desse universo de amor que transcende, vivifica sua intensidade e, se alastra na tempestade, de uma nuvem qualquer, que se disfarça de vida em suas tonalidades. Já não sei qual é a cor do meu destino, o que eu faço? Onde é que fico? São as sombras de ontem, que vem me visitar... As perguntas não param de crescer, E as respostas, não param de não chegar... E vem a lástima, inesgotável... Tédio? Força centrífuga? Preciso girar.... por aí... Mas, qual é a cor que transcende o meu espaço? Que se abotoa, desbota no meu enlaço, que afivela o meu embalo... Eu quero ficar... eu quero ir... não posso é parar de rir por aí, preciso urgentemente andar desarmada. Ficar em movimento retilíneo uniforme e variado. No tempo do agora e nas cores... As cores se enlaçam, buscam vida, bu...

O Jogo das emoções

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Este poema-visual-sonoro resultou de um emaranhado de emoções, de um determinado recorte-tempo.

Eis tu

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Eis tu, aqui. De nuvem a nuvem, te carregaste. Feito centelha que ilumina, feito palavras, chegaste. Rumo a um assobio longo, entraste pelo ar, com gingado. Rumaste muros altos, emancipado, pela lição divina, pelo vento soprado. E então, logo vieram as emoções, tão transparentes cheias de corpo no ar quente, quente como o fogo cheio de perguntas insaciáveis. Veio o vendaval, enriquecido de mais perguntas. Cheirava à razão, que quebrando a emoção, conseguiu um espaço, e eis tu.

Fração de segundo do querer

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Hoje eu queria apenas me entregar ao teu colo, sentar no teu protetor abraço, e me deitar na tua fascinante probabilidade de SER. Esquecer de todo esse meu cansaço. Hoje, eu queria sentir o teu olhar me salvar das tempestades lá de fora no calor do teu amar. Queria me estender nas suas virtudes, me resolver nos teus problemas. Somente sentir em ti o meu amar. Queria, hoje, pular no teu carinho  olhar teus olhos e me perder no teu mar. Sentir o tempo congelar,  e me enfraquecer na tuas correntes quentes. em ti me encontrar. Um colapso emocional me deu uma surra. Eu não soube como reagir, mas diante deste mundo tão insano eu senti vontade de fugir. Fugir para um lugar seguro, sem futilidade, que fosse para meu coração uma verdade então, assumi que hoje precisei de ti. Hoje, eu queria apenas estar do teu lado, encostada na tua pele marrom, olhar tuas verdades e me cobrir delas. Queria sentar na frente do teu oc...

verbos que eu não sei conjugar

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Alguma vez, tu já percebeste, Que por mais que o esforço te segure, o peso do mundo te acompanha, e não há céus que espere? Alguma vez, de portas fechadas,  vestes rasgadas, foste um ser largado à traças? para morrer de graça, com as vozes inflamadas? Ai de mim! que passei dias, tantos dias, enfurnada dentro da minha mente, e de repente, lá não estava mais. Foram turbilhões de sensações, emoções a morenar a saliva pálida. São sorrisos de gralhas que veste os pulmões. O cuidado com as máscaras é relevante, não há expurgo que limpe a alma, são vadias negociações de oportunismos baratos que seguem contentes, entretanto, irritantes. O conhece-te a ti mesmo, sai para passear todos os dias, mas que seja dentro de ti. às vezes, sem hora para voltar. Veste cinturas altas, difíceis de acalçar. Não aprenda o idioma que te machuca. Vá para onde ou com quem você gostaria de estar. A vida se alicerça naquilo que não conhecemos. Nos ensina verbos que não sab...

A vida: uma fração de segundos

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No mesmo instante em que você sorri, no outro você chora. A alma implora por alívio, e vem a terrível sensação de mal estar. Falta o ar, e parece não ter fim, não ter para onde ir. Somos instantes. O vendo varre os resquícios de outrora. A esperança vai embora. E a cidade toda se apaga, na esperança de rebobinar o instante  que levou o agora. São tantos adeuses ultimamente, às vezes, talvez de repente, o céu azul com gotas de chuva pode mudar seu curso, sua cor, pode não ser mais permanente. Quem disse que estamos aqui para viver no ócio? O ócio é que nos traz essas profundas depressões. Para isso, existe a arte, para extravasar,  e para que não haja a morte. da alma. Porque não sorte que atrase a falta de calma. Não há elixir para não sentir a dor. Ele se foi como uma bixinho, que se esconde atrás de uma árvore, com medo do que pode acontecer. Agora é terra, fogo, água e ar onde está? eu não sei. ...

É tudo tão incerto

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O mar noturno se esvai, diante dos meus olhos Por causa da noite que chega, e vem com sua imensidão. São tempos de revolta, tempos de taciturna solidão. É necessário o encontrar consigo mesmo, mesmo com tanta exaustão. É necessário cuidado em não se perder,  no meio da multidão dos diversos EUS. Por que são mais Breus. Do que a luz do entardecer. O mundo parece tão incerto! Daí, você fecha os olhos, dorme, acorda, e quando vê, o tempo arruma tudo, e faz tudo no final dar certo. É como o vento, a gente não vê, mas a gente sente. E no ritmo do piano, que ecoa o ambiente silencioso as vestes da não-aceitação da nova realidade saí de moda Está na hora de encarar o que é e o que não é de verdade. Parece que tudo se modificou, mas não, isto já estava escrito. O tempo ecoa nas margens da solidão enervada de conversa. A tarde passada conta o grito da desgraça. E tudo de novo parece tão incerto, Mas, o céu-aberto, enumera tantas poss...

O mundo não quer ouvir, só quer falar.

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Nesse mundo absurdo de informações, O analfabetismo funcional grita e pula, nas margens dos cadeados do conhecimento, Guardando segredos, que nem sabe interpretar. Só se sabe dizer, dizer e dizer, e nada mais.           É um abismo de conteúdo não aprofundado           Um pacote gratuito de mais energia,           Mas, o desconhecimento cega as vestes brancas,           Enegrecendo as pálpebras sentidas.           Pra quê livros nesse mundo que ninguém quer ler?                                                               O tempo passa, e o ensino está a solta                             Esperando algum ouvido por aí ...