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Mostrando postagens de agosto, 2014

Nosso infinito particular

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Em nosso infinito particular E eu ouço o som da sua voz Aqui mesmo no meu espaço metafórico Tento me concentrar, mas não consigo. No que tenho de fazer Mas, sem sucesso. A vida vai me cobrar lá na frente O que não consigo fazer agora. E tudo porque estais concentrado Em minha mente e em meu coração. As suas ideias me invadem Seus sentimentos me invadem mais ainda. Já nem sei mais quem sou Quando você está em mim. Suas palavras tecem meu silêncio Me afundo nesse absurdo e indagador silêncio. Em seu sorriso maravilhoso Em seus olhos negros Em suas covinhas, ah essas covinhas! Me matam por dentro. A sua docilidade me inunda Meu amor, ah meu amor Não demore mais, não me aguento mais Quero sair desse inferno astral Quero te ver aqui. Eu estou necessitando de sua presença Venha logo pra mim Vem meu doce. Vem meu amor. O infinito é nosso.

Oh céus, oh vida

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Oh céus, oh vida abastada Não me lembro dos dias atrás Em que meu corpo era instrumento De sentimentos tão banais. Queria eu como criatura divina Entender esses conflitos existências Esse monte de pensamentos interno Que transbordam alegrias infernais.                                                                                                        Segredos ao vento que passa apraz E a brisa que uma hora quer ficar Que deixa meu emocional tão incapaz. Nessa turbulência racional com sensos irreais Oh céus, oh vida desgraçada! Não me encha de linguiça trivial! Quero conteúdo de verdade, e mais nada To cansada desse mundo tão cheio de banal. Olhe como o amor não fala mais comigo!...

É bem verdade

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É bem verdade que naveguei por linhas tortas Que me deixei escapar de mim por alguns instantes E esqueci por qual caminho voltar, a estrada era vasta. E que eu também caminhei por mares desconhecidos Que tomei sucos artificiais pensando ser orgânicos. Acreditei em quem não tinha valor algum pra mim. É bem verdade que me apaixono intensamente Que sei amar por não ter medo da resposta negativa, mas não sei o que é o amor. E que as dores de um sorriso tímido, embora temporário São meras distancias do que a realidade teima em mostrar E que nos faz vasculhar lá no fundo e buscar esse sentimento triste. O que significa a vida que eu sinto com meus sentidos limitados. É bem verdade que eu sou justiceira e não perdoo fácil Porque acho que todos tem que experimentar a suas próprias maldades Assim como eu experimento as minhas de vez quando Para soborear de camarote o que eu faço de mal aos outros. Um sabor ardente, amargo, por vezes, mas que é preciso. É...

Eu queria que você soubesse

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Eu queria que você soubesse tantas coisas E sei que aqui não caberia tudo o que tenho a dizer Mas só tenho que me limitar ao dizer Essas coisas envolvem o nosso mundo A nossa vontade e concentração diante de nossas ações Esse mundo de sentimentos, emoções e sensações Que nos demonstra na maior parte do tempo O que de verdade, em nossa percepção, devemos entender. Mas quem entende o que queremos dizer? Não precisa né? A nossa conexão já responde o que nem perguntamos. Eu queria que você soubesse que o teu sorriso me mostra a verdade O sorriso dos teus olhos, pois nele vejo muita coisa Da qual você não precisa me explicar, porque eu sinto. E que suas palavras também sabem sorrir pra mim. Eu queria que você soubesse que sou feliz de saber que você existe Apenas isso, pois me dá uma sensação de ter um  alicerce  intangível. E mais ainda de saber que, posso ter você do meu lado, quando eu quiser. Nas horas de poesias, em conversas de lá para...

Ideias avulsas

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E se fala, mesmo que silenciosamente, a língua das flores? Quietamente guardam-lhes os sentidos. Enquanto que talvez, explora-se a filosofia. Saltam as ideias inatas que surgem animicamente. E quanto mais se estuda, mais se quer saber. Como um debate de almas incessante. Mas como nesse mundo banal? Como? Se as pessoas tem como verdade as ideias que outrora foram de livros cânone? Os livros nos informam o que aconteceu por uma opinião de outro e de outro. Cada um em sua época literária. Alguns parecem que foram escritos recentes E mostram muita coisa que ainda não mudou. Mudam-se uns conceitos Mas são baseados no pretérito Pra fazer um bolo precisamos seguir a receita. Utilizar o tipo textual injuntivo. Seguir, e depois explorar o que aquilo quer dizer  Mas nunca se sabe realmente o que quer dizer. Correlacionando os dois contextos, o de antes e o de agora. Mas o que mudou? Ou, o que não mudou? As pessoas se tornaram mais imediatistas Outras se compraze...

Código de comunicação

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São sintomas de um sentir neuro Mensagens que coexistem Linguagem não falada No silencio que transborda Em significados incoerentes. São sintomas de sombras de letras De não saber palavrear com siso O que se diz do que deve se dizer? Ou o que se pensa do que se deve pensar? Sem um código de comunicação nada existe. Fragmentos dos signos de Saussure Divagando na vasta dimensão de códigos Códigos estes em sentido abstrato Em língua com sentido inquietante. Mas mesmo Saussure Não soube definir a linguagem do amor. Se me perguntarem o que é linguagem Vou pensar primeiro: o que é a vida? E volto a zerar as indagações anteriores Então, são sintomas ficcionais parciais Em uma perspectiva do meu eterno sentir. Só.

Soneto do alcance

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E por tantas vestes desajustadas já passei Encontrava-me em vistas frias de surpresas Das consequentes e neutras estranhezas Das ruas loucas e insanas que já provei Os caminhos incertos não se esbarram Cada um tem a sua vez de ser democrático Pois que cada mal não é menos sistemático Todas as brisas de ventanias se esbaldam Só não falta atenção de lesma embriagada Que paulatinamente se joga ao nada E convém sentir o que lhe convém. Só não falta preenchimento aos carentes de amor Lutam por uma verdade, um destino confortador Querem enfim concretizar a felicidade e dizer amém.

Diagnóstico

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Às vezes, meu coração voa para bem alto até você E me pergunto: o que estamos vivendo? A resposta nunca consegue ser satisfatória Há nuvens de pensamentos que vagam pelo ambiente cerebral. Tenho aqui guardado algo que cresce a cada dia por você. Por vezes, sem se manifestar, calado profundamente. É como uma doença que se desenvolve sem dizer que tá ali. Mas tá, tecendo sua essência quietinha. E que ninguém consegue visualizar sua tessitura E daí, quando o corpo avisa que tem algo errado Algo que você nunca sentira antes, Mostra que a doença já se alastrou e não tem volta. Depois se busca o diagnóstico. E logo já sabe dos efeitos colaterais. O que pode aparecer ou acontecer e não. Se irá ter volta? Claro que não! Pois o que nasce na gente deixa marcas, por vezes, profundas. Mesmo que um dia suma de lá. Porém, se fez presente em algum momento. Deixou seu registro abstrato. E nesse momento, o que se quer é saber: Como chegou a esse ponto? ...

Eu tive, mas...

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Eu tive que mostrar ao mundo a minha voz, o meu sorriso, meus olhar O meu silêncio e as minhas indescritíveis fraquezas e fortalezas. Eu tive que arriscar em me arriscar, a passar a noite em claro pensando Passar o dia com sono raciocinando e querendo chegar a alguma conclusão. Para que quando as tempestades viessem eu saber me comportar. Eu tive que cantar com os pássaros para me sentir livre como eles se sentem Ao erguer suas asinhas em baixo voo e sentir o frescor do vento passar. Eu tive que falar com certas entonações e calar em momentos oportunos Para tentar acalmar, t anto os corações aflitos quanto os corações raivosos. E isso pra mim  não  era perda de tempo, era aprendizado. Eu tive que experimentar ouvir o  que eu não era e nem fazia Pois eu sei o que eu sou e ninguém pode me fazer ser o que eu não quero. Medito, estudo e questiono para ter certeza do que eu estou falando. Mas ouvi, só para deixar o outro coração esvair a sua dor...

Do velho, o novo

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Chega uma hora em que seu espírito quer mudanças. Quer buscar um novo sabor, cheiro, paisagem... Sentir o cheiro de um desejo não reconhecido. Olhar a brisa que agora soa diferente e que antes você não a percebia que tinha cor. Chega uma hora que pares não fazem sentido que os ímpares são bem melhores ao seu ver. E que nada é mais gostoso do que acompanhar essa mudança. Chega uma hora que seus sentidos exigem outros recantos. Que seu corpo que passear em outras ruas. Que seus pés querem sentir os grãos de areia de outro deserto. Que sua boca quer sentir gostos inesquecíveis. Beethoven já soa melancólico no ar, não é mais o mesmo. Tudo em volta tem um pouco de rostos contorcidos de dor. Querem algo que não sabem o que querem. Bocas que falaram coisas sem pensar e depois adormecem em si. Querem esconder o que saiu, mas o que sai já está à mostra. Olhares que se cruzaram e se apaixonaram num instante. E quando chega essas horas, não há tempesta...

Eu te amo!

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Oh meu Deus, eu te amo tanto! Teu amor me transporta a céus desconhecidos Dos quais só brilham meu mundo. Desprenderia-me para te amar mais Mas não pertenço a nada e nem a ninguém. Porém, não consigo disfarçar o que sinto, Para mim mesma é claro, Pois a discrição faz parte de mim. Meu coração abriga teu amor como um presente E seu amor é o manto que me aquece Que me protege de tudo que possa me maltratar. Eu sinto que as nuvens que passam Carregam meus pensamentos até a você. Meus olhos lagrimejaram quando não estavas Meu coração acelerou E vi o quanto me deixaste sensível. Oh meu amor, como me deixaste emotiva! Já derramei lágrimas de tanta saudade Que não cabiam em meu peito. Sinto tanta sua falta e meu coração Não me permite te esquecer. E mesmo que dias negros passem aqui Sempre lembrarei que eu te amo.

O complexo do amar

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Não é pelo teu corpo charmoso que te amo E sim, pelos teus olhos sinceros que sorriem pra mim. Não é pelo teu status de vida que me atraio por ti É pela tua vestimenta de simplicidade que te acende. Não é pela tua boca carnuda e bonita que te quero É pelas palavras que saem cautelosas dela com jeitinho Não é pelos teus vícios, isso não me atrai É pela forma que você usa eles com vontade. Não é pela tua caligrafia desajustada às linhas É pelo encanto como escreves poesias. Não é pelas roupas e nem as cores que tu te vestes É pelo jeito que você te veste espontaneamente O amor é um complexo tão antigo Que até os dias atuais nunca foi explicado. Não é você (corpo físico) que eu te amo É a tua essência (corpo astral) que me fascina demais. O amor tá escrito num livro em uma língua que eu ainda não aprendi a ler.