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Mostrando postagens de setembro, 2013

Ao cair da tarde

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   A tarde traz a sua beleza inimaginável de perto. Um coral de pássaros espalham seus cantos para ouvidos que os querem escutar. O sol dá seu espetáculo enquanto se despede para que a lua possa ocupar o seu devido lugar.  Beethoven adentra o cenário de representação e me faz ter emoções sacudidas sem nenhuma palavra, porque a música me empurra para determinados pontos emocionais. O dia imprime uma ideia artística nas notas musicais.     O astro do dia cruza o horizonte e se inunda de um céu azul cristalino. Sem vento para carregar as nuvens que estão ali, tão brancas e tão perfeitas, misturam-se á ele. Seus raios alaranjados esvaem aos poucos, e ilustra uma arte no espaço infinito. Naturezamente glamouroso.    Chopin também entra no contexto com “Prelude Op. 28 No. 4”. Essa mistura de elementos me transporta para o mais sucinto recinto que é meu universo particular a registrar no meu mundo, neste final de tarde.    Até que a n...

Canhenho

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Estive pensando muito em nós dois Busquei nessas linhas nossos registros Que eu antes não entendia quando escrevia Mas que agora soava floreado aos meus ouvidos O vento frio me trouxe a sorte de reviver Aquele contexto que me fez te lembrar De como veio às memórias para tão perto E não mais longe, logo, te reencontrar. Pensei em todas as palavras dialogadas Das conversar sem fim Quanto assunto nós tínhamos E que nenhum momento era ruim E que nos versos mudos encontrados Só você sabia compreender Debatíamos temas da época E do quanto gostávamos de ler Eu que estava lá naquele espaço oculto Na sua mente inquieta e vibrante Sei que não sabias nada de mais Até me achar naquele instante Eu te sorria de um jeito singular Que só você sabia interpretar Os dentes mostrados eram de alegria Tais pensamentos navegaram em alto mar Os conceitos eram incessantes A mente não parava de idealizar Danças de textos constantes Se fund...

Como és belo amor meu!

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Como és belo amor meu! Quando falas do teu mundo interior Quando filosofas da tua maneira E com todo o teu esplendor! Como és belo amo meu! De maneira ímpar e energizante Que te faz mais especial Com teu glamour abundante Como és belo amor meu! Quando olhas para o sol E se ilumina com palavras belas Minha orientação, meu farol.     Como és belo amor meu! Quando cantas para mim E meus ouvidos correspondem A música com cheiro de jasmim Como és belo amor meu! Com tua alma pura embriagada De abismos de sensações Que me leva alto apaixonada E como és belo meu amor! És multiplicidade de doçura És o dono das letras lindas És sem dúvida a mais bela criatura.

O que é você no mundo?

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Tu sabes onde te encontras? Em que sentido tu te encontras? Queres saber o que é isso tudo a tua volta? Já pensaste na ideia do que é tudo isso? Sabes que não existe a verdade aqui? E sabes por que buscas sem fim por ela? Te vestes do teu mundo e usas o perfume que desejas! Atraí aquilo que você quer! Te alimentas daquilo que gostas! Deixas as tuas cicatrizes marcadas no mundo interior! Das guerras interiores que só tu conheces. O corpo nos oferece mil obstáculos pela necessidade que temos de cuidar dele! Porque você acha que isso acontece? Somos livres? Livres do que? Estamos entrelaçados entre tudo o que se move ou não? Escreves o que entendes do teu conhecimento de mundo, através das lentes de outros pensadores e constróis o teu saber. Montas a tua verdade. Buscas a tua certeza interior. Mas o que sabes da vida se nada te é mostrado em absoluto? O que você sabe dizer inteiramente de alguma coisa? Você só vê as coisas parcialmente, e ainda ...

Mais uma primavera

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Mais um ano de vida. Ano novo e idade nova. Mais histórias, mais essências, mais um pouco de tudo para viver. Mais capricho de emoções virtuosas dadas a mim. Mais aprendizados: aluna e professora... Mais natureza, como a chuva que agora é linda lá fora. Mais uma primavera, de muitas outras grandes e pequenas. Mais elogios espalhados nas palavras amigas e cuidadosas. Mais presentes: objetos, palavras, sentimentos... Lembro então de todas as datas iguais, mas em tempos diferentes. Tudo o que eu vivi está armazenado na caixa da vida. A cada ano se expande meu território de recordações. Aquilo que em excesso eu tinha enraizado em mim transformou-se. Menos atitudes viciosas de gênero forte e sério, disciplinando... Menos quantidade e mais qualidade nos trajetos da vida. Hoje eu me somo com a liberdade de ser um pouco mais. O desconhecido me leva para o mundo de descobertas. São muitos universos que se somaram a mim. São muitas atitudes que se busc...

Ao alemão da era clássica

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Ele habitava em uma sombra de lamentos Aonde se encontrava somente em seus dons Lamúrias escorriam da chuva para o vento Em agonia aos barulhos que formavam tons Magoado ele ficava com o tamanho dos preconceitos Tamanho mar de etnocentrismo descalçado Pois naquele tempo o único refúgio que ele tinha Era o mar negro de dentes brancos, sentado. Esquecendo-se das partes incultas e rudes Sentava no mar negro compondo sonatas de alegria Lembrando-se das mudanças que fizera Por culpa dos que criticavam o que era de sua autoria. Foi admirado como nenhum compositor foi Tamanho era o sucesso que adquiriu e conquistou Mas a surdez foi avisando sua chegada Não queria viver sem aquilo que tanto amou. A sensibilidade dos ouvidos não mais o ajudava Aos poucos a audição foi se esvaindo pelo ar Mas uma luz acendeu-se por fim Um mundo abstrato e interior veio a adentrar Obras sucintas eclodiram pelos horizontes A doença não o impedia de compo...

Dança dos Apaixonados

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O gosto da vida no embalo da dança que sensualiza acariciando a alma Gera ênfase aos sentidos mais profundos Agarrados aos ouvidos. No calafrio que atinge a alma Tão quente, tão forte. E de um jeito sobrenatural e inocente Segredar ao som dos impacientes alaridos. No passeio de minha língua desesperada Com teu corpo como caminho traçado Suas mãos impacientes se apressam em segurar-me depressa Sentindo a delícia do momento Escorrendo nas tuas costas O sentimento se torna uma promessa De fazer que a nossa vida Se una eternamente e a cada instante A cada pedaço de segundo constante e intenso Dos nossos corpos enlaçados Amando ardentemente Todo momento, em que poetizo ao seu lado. Concretizando a beleza que irradiamos Enquanto dançamos abraçados.

FILOSOFIA DO VAZIO

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Nasceu assim Simples e ignorante Como um copo vazio. Possuidor de um corpo sem nenhuma ideia. Surgiu então um pensamento e uma vontade. O livre arbítrio desvendado A princípio esbaldou inocência. Aprendeu a caçar para sua subsistência. Usou a inteligência. Teve a solidez em si mesmo. Quando a maturidade veio à tona, surgiram as memórias. Era um espírito vazio de ideias, agora, não mais. Entidades mentais transformaram-se em ideias. Perguntou-se: E agora o que eu faço? A resposta era a própria cultura Preenchendo-se. E do copo/corpo não mais um vazio/ignorante.