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Mostrando postagens de agosto, 2018

O eus de mim

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Talvez não seja o ar, o frescor do café em meu nariz, a sensibilidade se exibindo pra mim. Talvez, seja outra coisa. Uma coisa que ninguém saberia se eu não contasse. Há muitas vozes dentro de mim. Elas brigam para ter a vez de falar. A primeira é a mais forte, ela se resume em coragem e fé. Me reorganiza por dentro Me embala quando choro, me mostra a força espiritual que tem, me mostra quem verdadeiramente é. A segunda é uma voz que quase some, ela não tem coragem de ser por inteira está afastada de si mesma, está como se fosse uma prisioneira, dos próprios desvios de pensamentos tortos. Ela é a segunda, porque tem força, a forma do querer lutar, mas se fechou e caiu em uma existência rotineira. A terceira é a voz da rebeldia. Ela age de forma sensual, abala corações em outra vida usou de bocas masculinas, abusou dos seus templos sagrados, e hoje, tenta de todas as maneiras ser a primeira, mas esta que vos fala, não deixa mais, ainda que sobre...

O ontem

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O ontem não volta. Há chamas do ontem, envoltos ao hoje que se aconselham, se entrelaçam. Se realçam no aparelho que bate forte no peito O ontem não tem mais volta. Ontem minha voz era doce  Hoje, bom, muda tanto que não sei mais... O branco já aparece nos cabelos. Os pensamentos do E SE... as faíscas de agonia por tentar mais uma vez.  A síndrome do Pânico, por tentar saber sempre mais. Ontem, minha boca se calava, precisava ser ouvinte e pedinte, ao mesmo tempo da sabedoria Divina. Hoje ela tem muito a dizer, de acordo com todo conhecimento já lapidado. Ontem descobri que não sou nada sem a  filosofia, a ciência e a religião Porque achei que ontem eu já sabia o caminho para chegar a esses tipos de conhecimentos. Ontem eu era uma garota simpática e meiga, hoje, além desses adjetivos, eu adquiri locuções adjetivas. Visto que sou do amor, da criança, da infância, da lua, de Mercúrio, da vida, da esperança...