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O céu

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Onde é o céu? Um dia me perguntei. Mas, faz tempo já. Eu era nova demais para entender certas coisas. Certas coisas que adultos até hoje não sabem explicar. O céu, creio eu, é um estado de consciência. Um estado, que pode mudar para um inferno. O bom disso é que por ser um estado muda. Por ser uma condição. Um momento. Um segundo, pode ser. Todavia, o céu é a parte boa,  a parte que quer lutar pelo bem. O lugar onde todos deveriam estar. Conscientemente. É canto das flores na primavera. As folhas de outono no sol. O cobertor no inverno A praia no verão. O céu. Um estado humano,  assim como o humano muda, o estado muda. O céu é a luz no final do túnel. É a recompensa de conhecer a si mesmo, quando as batalhas forem ganhas, e a moral estiver transformada. Esse é o céu. Um canto do lado Dele.

Uma nova página

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Não são só promessas,  são palavras com esforço contínuo de sentimentos carregados, exagerados, cheios de emoção. Não são só tempos difíceis,  são provações horripilantes, das quais o gelo no fundo do coração é pouco para a sensação real de sentir. São sintomas extremos de violências  O medo da morte, da vida, seja qual for. O agir imprudente de cada ser que transita na terra no ar, no mar, no fogo e quem sabe fora daqui. Há muitas páginas a serem escritas ainda pelas dúvidas do tempo que o vento se encarrega de trazer. Não é só um fundo falso e um escuro vazio que habita no coração de quem não sabe amar. É a vergonha de lutar e seguir em frente. Mostrar que pode ser independente sem medo de errar. O pobre de espírito transita pelo escuro e não tem vontade nenhuma de saber onde fica a luz. Assim, a nova página abre com oportunidades. Esperando o corpo sujo de lama tentar. E sair das promessas.

O número sete de mim

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Voou para tão longe que eu nem percebi a dimensão da rapidez em que meus pensamentos se isolavam da realidade. Quem sou eu nessa encarnação de exauridos desafios,  na bipolaridade desconfiada e determinada que me tornei? Ouvindo Beethoven cantar e invadir meus descontentamentos. Não chamo esse momento de melancolia, e sim saudade de ter a saudade, de algo que um dia foi meu e agora não tenho mais ao meu alcance de algo que um dia foi tangível.  Talvez meus poderes surrealistas. Hoje já nem sei se o que toco é real trevas e cantos das mais elevadas vozes musicais. Invadem o cenário da minha "realidade" estranha. O que eu estou fazendo aqui? Essa é a primeira pergunta. Nem os números, da numerologia, me definem. A vida é um universo de conceitos. Número 7? Mas por que eu tenha que ser o número 7? ´ Filosofia? Sim, não sei viver sem questionar a vida. Literário? Sim, não vejo sentido se não tiver leituras saciantes. E ninguém me convence de nada se eu...

Um acordar entre gritos

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As flores ainda não brotaram de uma rosa instantânea. Coro, mas não deixo passar o elogio sereno e sincero. Às vezes, puras formas e transparentes sentimentos com o tempo vão ficando nus à luz do amor universal. Nada dura para sempre, eu disse àquele que quis ouvir e tinha no rosto choros de várias madrugadas. O que é a tristeza senão um momento de realidade sentida? Como viver num mundo desses, aonde as pessoas se deslocam para fazer o mal? Como viver feliz?  Vivemos para aprender, a felicidade não é desse mundo. Lutamos aqui para tentar alcançar os fragmentos de alegria que nos resta aqui em declamações, ora de desespero, ora de loucura. Quem mora na noite sabe que os gritos acontecem com assiduidade. Sim, os gritos moram na noite, na madrugada, no máximo. Durante o dia há os ensaios cinematográficos. Há os ensaios técnicos, que são coerentes com a vestimenta do medo. O medo... um torturador de almas sonhadoras. Aqueles que sentem medo se deixam manipular...

O banal não me domina

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Enquanto esses rios invernais se deslocam de um canto para outro cheios dos calafrios e ânsias de se quedar em quentes filosofias, os sentimentos primaveris dão entrada à sua forma. Vão-se os véus de lágrimas e ficam as cicatrizes infindáveis, nada é tão certo quanto a morte. Os fios vivos das memórias de outrora dão-se oportunidade de rever ideias. As coisas mudam, as coisas mudam! Não tem mais espaço pra lágrimas de crocodilos. Nem mais para adultos infantis. E quê infantilidade! Nem mais à banalidade sem assunto. (Socorro!) Quero mais sabor de mundo! Quero o real sem ser esse real que se faz de real. O dia amanhece feito algodão podre. Os robôs nem piscam no trajeto do trabalho. Fazem tudo como se o hoje não fosse nada. O nada domina o vazio existencial. O nada é um mar de impossibilidades/possibilidades. Depende de como você vê. Nunca me importei com notas boas Ou de ser a melhor aluna. Sou do tipo quieta, que observa e anota. O importante é o que e...

Enquanto a tecnologia rouba sua vida

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E então, o presente se detona vai a vida sem ser vivida. os versos não somem com as verdades eles a mostram sem temer  os olhos que julgam sem saber de si. Os versos contam sentimentos e a vida de quem vive fora dela também. E conta-se que, em meio a tantas dores, A fuga maior é naquilo que não nos pega de frente. Ou seja, melhor um aparelho eletrônico do que um ser humano o julgando. Mesmo que julgar seja um verbo que não deveria ser conjugado. A não ser na frase "Eu julgo a mim mesmo" Infelizmente a muitos egos por aí querendo viver em paz. A tristeza profunda assume a realidade Todos preferem viver no mundo fantástico. Na quimera. A quimera se chama Terra. A realidade está bem fora daqui. O tempo passa e as pessoas vão tendo provas dia após dia de que está acontecendo alguma coisa. Hoje eu e mais uns tantos fomos dispensados mais cedo do trabalho  porque a internet e nem o telefone estavam funcionando. E todos,...

E outra vez te revejo

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Quando fechei os olhos. E os abri em outra dimensão. Eu vi você. "E outra vez te revejo" Através de uma luz Enquanto nossos corpos dormem. Cada um em sua unidade habitacional. Seus olhos me procuram. No calor da noite. É dia. Seu sorriso de saudade o denúncia. - Quanto tempo!? Nossos pensamentos gritam. Achei que não o veria tão logo, tão cedo. Achei que essa nova fase demoraria mais. Seus olhos, sua dedicação Seu jeito meigo Cabelo agora cortado. Seus labios de carne única. Vieram a me procurar está madrugada Chamando por meu nome. A madrugada que  virou um sol Em nossos olhos. E sua companhia era tão presente, Como se nunca tivesse se afastado Um dia. Sua verdade, que só eu conheço, Ainda permanece em mim. Senti saudade. Senti sua vontade de não querer ir embora. Senti que, apesar de tudo, o amor ainda mora no canto dos teus olhos. Foi uma visita útil. Pois até antes de você chegar, a melancolia pairava no ar Que eu estava respirand...